78% dos estupros nas cidades do Cimbaju são de vulneráveis

O número é alarmante e reflete a dura realidade vivida nos municípios que integram a região do Cimbaju, segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

Na soma de Mairiporã, Caieiras, Cajamar, Francisco Morato e Franco da Rocha, o total de casos no primeiro bimestre deste ano foi de 32. Desse montante, 25 foram registrados como estupro de vulnerável, o que corresponde a 78% do total.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 32% no número geral de ocorrências, quando foram contabilizados 47 casos. Desses, 38 envolveram vítimas em situação de vulnerabilidade.

A legislação brasileira considera estupro de vulnerável qualquer relação sexual ou ato libidinoso com pessoas que não têm condições de consentir, como menores de 14 anos ou indivíduos em situação de incapacidade que não possam oferecer resistência.

Números por cidade – Franco da Rocha lidera o ranking em 2026, com 10 casos registrados, sendo 8 de vulnerável. Francisco Morato chama a atenção pelo fato de ter contabilizado 7 ocorrências, todas envolvendo vítimas em situação de vulnerabilidade.

Nos demais municípios da região, Mairiporã registrou 6 casos, sendo 3 de vulnerável; Cajamar teve 5, dos quais 4 nessa condição; enquanto Caieiras somou 4 ocorrências, com 3 vítimas vulneráveis.

Embora a redução no total de casos possa ser vista como um dado positivo, o alto percentual de crimes contra vulneráveis revela uma face ainda mais preocupante da violência: aquela que atinge quem tem menor capacidade de defesa. O enfrentamento desse tipo de crime exige não apenas ação policial, mas políticas públicas contínuas de prevenção, proteção e conscientização. (Cláudio Cipriani/CJ)