13º salário deve injetar R$ 57,5 milhões na economia da cidade

O PAGAMENTO do 13º salário já faz parte da pauta das empresas privadas e públicas, com o vencimento da primeira parcela previsto para o dia 30 de novembro, e a segunda até 20 de dezembro, conforme preceitua a legislação.

Em Mairiporã a estimativa é de que R$ 57,7 milhões sejam depositados para trabalhadores celetistas, funcionalismo público ativo e aposentados e pensionistas do serviço municipal.

Os dados foram levantados pela reportagem com base em números da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego, além de informações do Instituto de Previdência Municipal.

A composição do 13º salário no município é formada por R$ 48,7 milhões provenientes de trabalhadores com carteira assinada (um total de 15.629 empregados celetistas, com média salarial de R$ 3.119,00); outros R$ 5,4 milhões da segunda parcela dos 2.311 servidores ativos da Prefeitura (a primeira foi paga em junho); R$ 618.680,33 dos servidores do Poder Legislativo e R$ 2,8 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência Municipal.

O valor total deste ano é 1,8% superior ao montante recebido por trabalhadores, aposentados e pensionistas no ano passado. A inflação acumulada nos últimos 12 meses, encerrados em setembro, foi de 4,58%.

Os aposentados e pensionistas do INSS não entram nessa conta, pois receberam o salário extra em duas parcelas, em maio e junho deste ano.

Uso do extra – De acordo com projeções do mercado e levantamentos tradicionais de consumo (CNDL e SPC Brasil), o salário extra dos brasileiros é destinado a presentes de Natal e comemorações (30% a 36%); poupança e investimentos (26%); uma fatia expressiva para pagamento de dívidas e contas em atraso e também uma parte para compromissos fixos de janeiro e fevereiro, como ITPU, IPVA, seguro de veículos e matrículas e material escolar. (Wagner Azevedo/CJ – Foto: Reprodução)

Vendas natalinas projetam aumento de 2,5%

Sem computar a Black Friday, que tem projeção de faturamento menor este ano, devido aos juros elevados, o comportamento estimado para supermercados, vestuário e brinquedos no final de 2026 reflete a divisão clara entre itens essenciais e de oportunidade.

O setor de supermercados é o que apresenta a maior resiliência e serve de âncora para a projeção de crescimento de 2,5% do varejo, estimada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O setor de roupas e acessórios deve registrar uma movimentação moderada, funcionando mais como uma opção de “lembrancinha” acessível do que de grandes gastos. Historicamente o segundo colocado em intenções de compra de final de ano, o vestuário perdeu algum espaço em 2026 para itens eletrônicos mais baratos no comércio eletrônico e para promoções agressivas da Black Friday.

Já os brinquedos seguem no topo da lista de presentes, mantendo a preferência do consumidor.

Temporários – Outro segmento importante para a economia, evidenciado nos três últimos meses do ano, são as contratações de empregados temporários.

A projeção da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) aponta para a abertura de 530 mil vagas temporárias no último trimestre de 2026, o que representa uma alta de 1,5% em comparação com os 522 mil contratos registrados no mesmo período de 2025.

Essa tendência de crescimento já vem se consolidando desde o início do ano. (Da Redação)

 

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