Sim! A humanidade está voltando para a Lua e olha que se trata de um fato que vai acontecer pela primeira vez em cinquenta anos, quando falamos da presença de astronautas na órbita lunar. Sem dúvida um momento histórico que todos poderemos acompanhar ao vivo e será possível graças a missão Artemis II. Depois de tanto tempo, logo me perguntei como isso poderia acontecer e quais seriam as tecnologias utilizadas.
Não sei caro leitor, onde você estava no dia 20 de julho de 1969, mas sei que eu e boa parte dos que estão lendo este artigo, sequer tinha nascido. Naquele momento o planeta parou para ver a famosa cena do pequeno salto para o homem e grande salto para a humanidade. Há quem duvide que o homem pisou por lá, como há quem acredite que a Terra é plana.
Nasci na década de oitenta, cresci e cheguei até aqui sem ver o ser humano fora da órbita terrestre. Gerações surgiram sem essa sensação. No entanto, agora isso vai mudar e a internet vai travar. Vem aí uma voltinha em torno da Lua que vai durar dez dias. Mais de dois anos de preparação para essa missão específica e os quatro astronautas vão circular o nosso satélite natural.
Três homens e uma mulher farão a viagem que marcará a maior distância que um ser humano já foi para além do nosso planeta. Vão literalmente passar da Lua e fazer a volta e depois retornar ao planeta Terra. Ainda não será o momento do pouso. Caberá este feito a missão Artemis III, afinal nada pode ser feito na pressa ou improviso. Quando se trata de missões espaciais há sempre planos com múltiplas etapas.
Ninguém acorda com vontade de ir à Lua e simplesmente dá a partida em uns foguetes e sai por aí. Para se ter uma ideia, a missão Artemis I, decolou em 2022 e pouco foi noticiada, provavelmente por não contar com tripulação. Apenas a cápsula voou solitária para que todos os testes pudessem ser feitos e garantir que agora se possa ter toda segurança necessária.
Muitos testes ainda serão feitos e se tudo der certo até lá, o início de fevereiro marcará a decolagem para essa missão e eu com pouco mais de quarenta anos, poderei assistir em tempo real, uma missão humana para a Lua pela tela do meu celular.
Como sonhador, não deixo de pensar que todo esse tempo depois e com toda a confusão que está acontecendo neste momento na nossa sociedade, quem sabe um fator assim possa unir as pessoas com a consciência de que são somos tão pequenos morando nesse pálido ponto azul. Quem sabe um único propósito nos levasse a perceber que precisamos nos unir em torno de algo em dias de tanta polarização.
O retorno dos quatro astronautas vai ser bastante fundamental para que se analise as informações médicas de como o corpo humano se comporta nessas capsulas agora modernizadas da nossa geração. Dez dias com gravidade muito baixa e com maior incidência de radiação do que se costuma expor seres humanos na estação espacial.
Depois disso, começaremos a contagem regressiva para a missão Artemis III, que deve acontecer lá por 2027, quando a Nasa pretende que seja possível pousar na Lua. Há a participação neste projeto de diversos países e também da iniciativa privada, já que a capsula de pouso que será utilizada está sendo desenvolvida pela Space X, do famoso Elon Musk.
Seria bem interessante ver um módulo pousar na Lua de um foguete que dá ré. Fazer agora uma foto da terra em altíssima resolução, também é uma grande expectativa. Duro vai ser, quando isso revelar que por aqui o planeta é redondo mesmo. Ironias a parte, o assunto viagem espacial encanta muita gente e esse ano promete muitas novidades.
Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”