Índices significativos de absenteísmo – quando o paciente falta à consulta ou exame previamente agendado – aumentou 17,6%, segundo dados levantados pela reportagem junto à Secretaria Municipal. E os dados refletem especialmente na Atenção Especializada.
Na Atenção Primária à Saúde (APS), foram agendadas 79.121 consultas médicas ao longo do ano. Desse total, 13.956 não foram realizadas devido à ausência dos pacientes, o que representa uma taxa de absenteísmo de 17,6%. Considerando os sistemas gerais de agendamento do município, o número total chegou a 86.964 consultas marcadas, com 10.469 faltas, resultando em índice global de 12%.
Entre as equipes multiprofissionais (eMulti), que incluem especialidades como Pediatria e Ginecologia, foram registradas 11.161 consultas agendadas, com 1.766 ausências, alcançando taxa de 15,82% em 2025.
O cenário mais preocupante foi identificado na Atenção Especializada. No período, foram agendados 18.487 procedimentos, entre consultas e exames, dos quais 8.499 não foram realizados por falta dos pacientes – taxa de 45,97%. Em 2024, haviam sido registrados 18.781 agendamentos e 8.410 faltas, o que correspondia a 44,78%. O comparativo aponta aumento de 1,19 ponto percentual no absenteísmo da especializada em 2025.
Por tipo de atendimento na Atenção Especializada, os números de 2025 revelam: Consultas especializadas: 7.006 agendadas | 3.023 faltas | 43,15%; Exames especializados: 11.481 agendados | 5.476 faltas | 47,70%.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o elevado índice de ausências compromete a eficiência das agendas do Sistema Único de Saúde (SUS), impacta o acesso oportuno da população aos serviços e reduz a oferta de vagas para outros pacientes que aguardam atendimento na rede municipal.
A pasta reforça a importância de que, em caso de impossibilidade de comparecimento. (Da Redação – Foto: Divulgação)