Produtividade policial registra queda em Mairiporã nos primeiros sete meses

Os números da produtividade policial em Mairiporã nos primeiros sete meses de 2026 mostram um cenário de resultados mistos em comparação com o mesmo período do ano passado. Enquanto algumas ocorrências registraram aumento, outras apresentaram queda significativa, especialmente nas apreensões de entorpecentes, armas de fogo e recuperação de veículos.

Entre janeiro e julho deste ano, foram registrados 96 casos relacionados a entorpecentes, contra 113 no mesmo período de 2025, uma redução de aproximadamente 15%.

Apesar da queda no total, houve aumento nos registros de tráfico de entorpecentes, que passaram de 63 para 73, crescimento de 15,9%. Os casos de porte de entorpecentes também subiram, de 9 para 12, alta de 33,3%.

Em sentido contrário, as apreensões de entorpecentes caíram de 31 para 11, redução de 64,5%. O número merece atenção, pois representa uma diminuição expressiva, embora não seja possível, apenas pelos dados de produtividade, determinar se isso significa menor circulação de drogas ou mudança na estratégia e no resultado das ações policiais.

Na área de armas, foram registrados cinco casos de porte ilegal, contra quatro no ano anterior, aumento de 25%. Já as armas de fogo apreendidas caíram de 15 para 11, uma redução de 26,7%.

Os números de prisão também apresentam diferenças importantes. Os infratores presos em flagrante passaram de 162 para 173, crescimento de 6,8%. Já as prisões por mandado caíram de 103 para 75, redução de 27,2%. Considerando as duas modalidades, foram 248 prisões, contra 265 em 2025.

No conjunto denominado de prisões efetuadas, foram contabilizadas 217 ocorrências nos primeiros sete meses de 2026, contra 234 no mesmo período do ano passado, queda de 7,3%.

Também houve redução no número de infratores apreendidos por mandado, de cinco para um, enquanto os apreendidos em flagrante aumentaram de sete para nove.

Outro indicador importante é o número de inquéritos instaurados, que passou de 702 para 671, queda de 4,4%. Em contrapartida, os flagrantes lavrados aumentaram de 141 para 146, alta de aproximadamente 3,5%.

Um dos números que mais chama a atenção é o de veículos recuperados. Foram 50 nos primeiros sete meses deste ano, contra 71 no mesmo período de 2025, uma redução de 29,6%.

De maneira geral, portanto, os dados apontam para uma redução da produtividade policial em várias das principais categorias, embora algumas áreas tenham apresentado crescimento. O aumento das prisões em flagrante e dos registros de tráfico, por exemplo, contrasta com a queda nas prisões por mandado, nas apreensões de drogas, nas armas de fogo apreendidas, nos inquéritos instaurados e na recuperação de veículos.

InterpretaçõesOs números não permitem concluir, isoladamente, que a polícia esteja trabalhando mais ou menos, porque produtividade policial não se mede apenas pela quantidade de ocorrências, prisões ou apreensões. Ainda assim, o balanço dos primeiros sete meses mostra uma mudança no perfil dos resultados.

O aumento dos flagrantes e dos registros de tráfico indica atuação efetiva em ocorrências identificadas no momento da ação policial, enquanto a queda nas prisões por mandado, nos inquéritos e na recuperação de veículos revela uma redução em outras frentes. Para Mairiporã, o mais importante é acompanhar esses indicadores ao longo do ano e cruzá-los com os números de criminalidade. Prender mais não significa necessariamente que a cidade esteja mais segura, assim como prender menos não significa automaticamente que o trabalho policial tenha piorado. O verdadeiro indicador de eficiência será saber se a atuação das forças de segurança está conseguindo reduzir o crime e aumentar a sensação de segurança da população. (Juarez César/CJ – Foto: GSP)

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