Mairiporã conta atualmente com três unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), voltadas ao atendimento em saúde mental, conforme dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). São elas: o CAPS AD Terezinha Medeiros Pinho (Álcool e Drogas), que ganhou nova unidade inaugurada em 2024; o CAPS I Jorge Luís Camargo (Geral); e o CAPS IJ Mayra de Jesus Alves Silva (Infantojuvenil).
Os equipamentos integram a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e atendem pessoas em sofrimento psíquico, com transtornos mentais graves e persistentes, além de dependência de álcool e outras drogas. Os chamados adictos são indivíduos que desenvolvem dependência física ou psicológica de substâncias, como álcool e drogas, ou ainda de comportamentos, como jogos e internet. A condição é caracterizada pelo uso compulsivo, busca de gratificação imediata, dificuldades para interromper o hábito e sintomas de abstinência, apesar dos prejuízos pessoais, familiares e sociais.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a média mensal de atendimentos relacionados à dependência química é de 316, considerando a soma das três unidades. O número corresponde à média registrada ao longo de 2025.
No panorama geral, as três unidades do CAPS realizaram, de forma consolidada, 12.300 atendimentos em 2025. O volume engloba atendimentos individuais, atividades em grupo, acompanhamento familiar e outras ações terapêuticas desenvolvidas no âmbito da rede municipal de saúde mental.
A análise da demanda assistencial evidencia a expressiva procura por cuidados na área de saúde mental, com destaque para os casos relacionados ao uso abusivo e à dependência de substâncias psicoativas. O cenário reforça a importância da estrutura oferecida pelos CAPS no acolhimento, acompanhamento contínuo e reinserção social dos pacientes atendidos no município. (Salvador José/CJ – Foto: Divulgação)