Problema que marcou negativamente o município nas décadas de 1980 e 1990 voltou a preocupar moradores de Mairiporã. A população tem se manifestado contra a grande quantidade de buracos deixados em ruas e avenidas após intervenções realizadas pela Sabesp, principalmente em obras de ligação de água, manutenção ou substituição de tubulações.
Segundo relatos de moradores, após a conclusão dos serviços, muitos trechos não recebem o fechamento adequado do pavimento, o que acaba gerando crateras no leito carroçável. Além de dificultar o trânsito de veículos e oferecer riscos a pedestres, em alguns pontos também foram registrados vazamentos de esgoto, agravando ainda mais a situação.
Com o passar dos dias, os buracos tendem a aumentar de tamanho devido ao tráfego intenso e à ação das chuvas, acumulando água e provocando danos a veículos, além de elevar o risco de acidentes. Motoristas relatam prejuízos com pneus, suspensão e alinhamento, enquanto comerciantes afirmam que o problema afeta a circulação de clientes em áreas centrais e bairros mais movimentados.
Durante a segunda metade dos anos 2000, esse tipo de ocorrência havia praticamente desaparecido do município, resultado de maior fiscalização e da exigência de recomposição adequada do asfalto após as intervenções. No entanto, desde o ano passado, a chamada “buraqueira” voltou a se tornar motivo constante de reclamações e críticas por parte da população.
Diante da crescente insatisfação popular, o prefeito se reuniu nesta semana com representantes da Sabesp e cobrou providências imediatas para que os serviços sejam finalizados com qualidade, garantindo o fechamento correto das valas abertas e evitando novos transtornos à população.
Um morador da região central, ouvido pela reportagem, resumiu o sentimento de muitos mairiporanenses: “Quando o problema não é a falta de água, é a buraqueira que fica nas ruas depois das obras”.
Moradores também defendem maior fiscalização e a criação de prazos mais rigorosos para a recomposição do pavimento, a fim de evitar que intervenções emergenciais se transformem em problemas permanentes para quem circula diariamente pela cidade. (Juarez César/Cj – Foto: Divulgação)