Diante de pessoas perturbadas e que gostam de discutir, o melhor é deixar falar, ignorar, fingir, concordar e ir se afastando. Logo que noto esse tipo de gente, “coloco na geladeira” e “cozinho na água morna”. O pior seria me indispor com algo que comprovadamente não vale a pena. Contra a ignorância, o melhor é o silêncio e a indiferença.
O quadro político na esfera federal, há alguns anos, é bastante polarizado e quase sempre esbarra em ódios. Ódio que é veneno e que funciona se aceitarmos bebê-lo. Eu prefiro gastar meu tempo com pessoas interessantes, desafiadoras e verdadeiramente capazes de me ensinar algo de útil.
É muito interessante que em uma casa, ao menos alguém seja adulto e de preferência que estes sejam o pai e a mãe. Nem sempre é assim. Infelizmente quem sofre são os filhos sem referência.
Com tantas mudanças e tantos erros, na minha quarta década de existência tenho multiplicado a capacidade de ser pacifico para não perder a paz nem a razão. Por mais que tenhamos a inteligência, até na forma artificial, nada substitui a reflexão extremamente humana. Na internet estão todas as receitas de toda gastronomia do planeta e nem por isso temos bons cozinheiros em qualquer lugar.
Também é fácil encontrar todo tipo de medicamentos e detalhamento de doenças e nem por isso estudar medicina deixou de demandar muitos anos de dedicação.
O equilíbrio é uma atitude Aristotélica, mas não significa passividade a ponto de se tornar medo ou covardia. Somente uma percepção de que não compensa gastar energia com os inconvenientes e chatos que existem por ai. Bom senso e bom gosto, estes sim, dois predicados capazes de tornar um dia frio de outono, em um momento bom da semana.
Se encontrar alguém querendo guerra, diga que tem pressa, consulta médica ou está apertado para ir ao banheiro. Faça isso e suma, deixando o sujeito falar sozinho. É só um conselho, mas desejo que lhe seja útil como me tem sido!
Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”