O Cantareira, um dos seis sistemas que abastecem as cidades do Estado de São Paulo, opera abaixo de 50% da sua capacidade. Segundo autoridades do setor, o cenário é preocupante, porque durante esta época do ano (outubro a março) a expectativa é que os mananciais concentrem alto volume de água em virtude das fortes chuvas de verão.
Especialistas dizem que o nível ideal para os reservatórios deve estar entre 60% e 70%, para enfrentar a temporada de estiagem, ou seja, período de chuvas abaixo da média.
Até quarta-feira (6), o Sistema Cantareira registrava 47% da sua capacidade – o manancial é responsável pelo abastaecimento de água de mais de 7,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, que inclui as zonas Norte, Central, Leste a Oeste da Capital paulista, além dos municípios de Mairiporã, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba, São Caetano do Sul, e ainda parte de Guarulhos, Taboão da Serra, Barueri e Santo André.
No interior, são atendidos os municípios de Bragança Paulista, Piracaia, Joanópolis, Vargem e Nazaré Paulista, e ainda quatro cidades mineiras, Camanducaia, Extrema, Itapeva e Sapucaí-Mirim.
O Cantareira é formado por cinco reservatórios: Jaguari/Jacareí (até ontem com 48,38% do seu volume total), Cachoeira (38,58%), Atibainha (25,57%), Águas Claras (84,19% e Paiva Castro (22,21%).
A Sabesp, que opera o Sistema Cantareira, garante que no momento não há risco de desabastecimento, mas orienta sobre o uso consciente da água em qualquer época do ano.
Média – Os 47% de água armazenados neste início de ano, faz com que o Cantareira registre o maior volume operacional em janeiro, desde 2017. Em 11 de janeiro daquele ano o manancial registrava 45,8%. (Juarez César/CJ – Foto: Rovena Rosa/ABR)