Coluna do Correio

FRASE

“No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.” (Martin Luther King, pastor batista e ativista político dos EUA)

 NA MOSCA

Nem bem foi instalada na Câmara Municipal e a CEI para averiguar denúncias contra a Sabesp já pediu prorrogação de prazo para mais 60 dias, aprovado na sessão de terça-feira (7). Tudo conforme esta coluna adiantou quando ela foi criada pelos vereadores. Onde isso vai dar, ninguém sabe, mas quem está acostumado com a política local conhece o caminho a ser percorrido e que, geralmente (pode ou não ser o caso) acabará numa pizzaria. A sessão transcorreu como sempre, em clima amistoso e altamente recomendável para quem sofre de insônia.

MOVIMENTAÇÃO

Encerrado o prazo de ‘troca-troca’ partidário, a movimentação começa a ser mais intensa em relação aos candidatos que buscam vagas em seus partidos para participar do pleito. Em Mairiporã, até onde se sabe, dois nomes são bastante comentados, mas ainda não vieram a público, de forma oficial, dizer que ao menos já são pré-candidatos. Mas a expectativa é grande, principalmente por dois motivos: 1) vão dobrar com deputados que buscam a reeleição e, portanto, devem cacifar o custo da campanha; e 2) nomes que tentam pavimentar o caminho para a eleição municipal de 2028.

DEVAGAR

A eleição de outubro vindouro ainda não empolgou políticos, dirigentes e partidos em Mairiporã. Não se nota qualquer movimento considerado fora do normal e a coisa está bem devagar.

NA MOITA

O prefeito Aladim, por enquanto, se coloca como mero expectador neste momento, aguardando melhor oportunidade para se manifestar sobre apoios na eleição para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal. Sabe quais nomes vai dar apoio, mas acha cedo para torná-los público.

A METADE

O céu de brigadeiro eleitoral que o presidente Lula vivenciou até o final do ano passado, deu lugar a uma intensa disputa com seu principal adversário nas eleições de outubro, Flávio Bolsonaro. As pesquisas mostram que o segundo turno será inevitável, com possibilidade até de derrota do atual ocupante do Palácio do Planalto. Diante desse cenário imprevisível, a metade dos ministros deixou seus cargos para disputar vagas de deputado (estadual e federal), senador, governador e até presidência da República. Essa metade não quer e não vai esperar pela incerta reeleição de Lula. A outra metade que permanece em seus postos, ou não é formada por políticos ou muitos sabem que não têm cacife para encarar uma eleição.

MEIO, MEIO…

A esquerda que se diz brasileira, mas é meio cubana, meio russa, meio chinesa, meio francesa e meio ignorante, começa a demonstrar temor não só com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, mas também com a sombra de Ronaldo Caiado, oficializado pelo PSD, que passa a integrar de modo efetivo as pesquisas eleitorais e que pode levar votos dos indecisos e que veem com bons olhos uma terceira via.

GOVERNO

Mais quebrado que arroz de terceira, o PSDB, que comandou o Estado de São Paulo por mais de 20 anos, ensaia lançar o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, como candidato a governador. Claro que não há o menor risco de ele se eleger. A tucanada quer marcar território e buscar respiro para que a legenda não desapareça de vez. Em Mairiporã, por cinco vezes o PSDB elegeu o prefeito. E hoje agoniza sem qualquer representatividade.

ASSEMBLEIA

E já que o assunto é o PSDB, o partido perdeu vários deputados na Assembleia Legislativa de São Paulo, para o PSD de Gilberto Kassab, durante a janela partidária, encerrada no sábado (4). O partido teve baixa de sete nomes, todos filiados ao PSD. Mas nem tudo é terra arrasada no ninho tucano. Em Brasília, a agremiação ganhou 11 novos deputados. Será que é em nível nacional que o partido pretende renascer das cinzas?

A FRASE

Em fevereiro de 1987, o então presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, cunhou uma de suas frases mais célebres, que cabe à perfeição ao momento político vivenciado no Brasil: “Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública.” Se levada ao pé da letra, nos tempos atuais, faltariam presídios para a maioria dos políticos. O mal maior, no entanto, ainda reside no povo, que segue elegendo governantes em todas esferas e que nomeiam, direta ou indiretamente, raposas para cuidar impunimente do galinheiro.

LUTO

Faleceu na quarta-feira (8), o empresário e apresentador de TV, José Roberto Papacídero. Ele fez parte do grupo que estreou no SBT o programa Aqui Agora, no começo dos anos 1980. Também foi o apresentador oficial do Prêmio Melhores do Ano, deste jornal, realizado durante cinco anos, entre 1998 e 2002. Nossos sentimentos à família.