Gaudêncio Torquato

  • O eleitor saturado

    A última pesquisa Quaest deu o tom das manchetes políticas da semana: cai a avaliação positiva do governo Lula. O Palácio do Planalto, na visão dos analistas, começa a acender um pavio na escuridão para enxergar os elementos que interferem na percepção do eleitor. Por que a aprovação do governo cai no momento em que…

  • Os malabaristas

    O convívio intenso e longo com o poder gera poderoso efeito narcotizante. Transforma seres mortais, pessoas simples e humildes, gente com histórias iguais a de seus semelhantes, em “divindades”. A que se deve essa distorção? À armadilha do falso retrato, da autocontemplação, que prende os homens públicos à paisagem de Narciso, aquele que foi condenado…

  • A mesmice dos governantes

    Um sentimento de mesmice invade a alma nacional. A luta política, que tende a se acirrar na arena do processo sucessório municipal, abrirá a conhecida guerra entre perfis cansados, bordões gastos e raros elementos de diferenciação. Os gestores novos estão muito longe dos horizontes. Os opositores, por sua vez, preparam suas tubas para expressar um…

  • O eleitorado brasileiro

    A sete meses e pouco para o pleito municipal, já é possível enxergar alguns traços no corpo do eleitorado. Abro com a pergunta: o eleitor brasileiro é fiel? Resposta: no sentido abrangente, não. Há grupamentos fiéis, particularmente entre estratos médios, formadores de opinião, segmentos engajados nos partidos, setores religiosos, imigrantes de sangue anglo-saxão e pequenos…

  • A lei da bala

    Os episódios de violência no Equador, perpetrados após a fuga do mais perigoso comandante da principal gangue do país (Los Choneros), José Adolfo Macias Villamar, conhecido como Fito, 44 anos, evidenciam a fragilidade da mão do Estado no combate à criminalidade. O “estado de guerra” decretado pelo presidente equatoriano, Daniel Noboa, para facilitar as ações…

  • O velho marketing dá adeus

    O velho marketing político, que fez brilhante carreira no país, ajudando candidatos a burilar identidades, exibir virtudes e esconder deficiências, está prestes a dar adeus ao cenário. Engolfado por uma nova textura social, em cujo seio viceja uma cidadania ativa, fincada, sobretudo, no terreno da racionalidade, o marketing eleitoral começou a mexer com suas ferramentas…