Cantareira cai a 37% e acende alerta para os meses de estiagem

DURANTE o mês de julho, as represas que integram o Sistema Cantareira não registraram nenhuma chuva significativa, situação que contribuiu para uma das quedas mais acentuadas do armazenamento de água neste período do ano. Segundo os registros da Sabesp, o sistema opera atualmente com apenas 37% de sua capacidade.

O cenário acende novamente o sinal de alerta para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, especialmente porque julho tradicionalmente marca o início de um período de estiagem mais prolongada. Com a ausência de precipitações e o consumo mantido em níveis elevados, os reservatórios tendem a continuar perdendo volume nas próximas semanas.

A preocupação aumenta diante das previsões meteorológicas, que apontam para pouca chuva nos próximos meses. Caso esse cenário se confirme, a recuperação dos mananciais ficará cada vez mais distante e o Cantareira poderá chegar ao final do período de estiagem em condições ainda mais delicadas.

A situação exige atenção não apenas das autoridades responsáveis pelo abastecimento, mas também da população. O uso racional da água passa a ser fundamental para evitar desperdícios e retardar a redução dos estoques. Banhos demorados, lavagem de calçadas e veículos com mangueira, vazamentos não reparados e outras formas de consumo excessivo são hábitos que precisam ser evitados, principalmente em períodos de baixa disponibilidade hídrica.

É importante lembrar que a água armazenada nos reservatórios não serve apenas para atender ao consumo imediato. Ela precisa ser suficiente para atravessar os meses de estiagem até que as chuvas mais regulares retornem e permitam a recomposição dos mananciais.

O nível de 37% do Cantareira, portanto, deve ser encarado como um aviso. Ainda que não represente, por si só, uma situação de desabastecimento, a combinação entre reservatórios em queda, ausência de chuvas e previsão de precipitações abaixo do necessário pode agravar o quadro.

Economizar água neste momento não significa apenas reduzir o consumo doméstico. É uma atitude preventiva diante de um cenário que pode se tornar mais preocupante caso as chuvas continuem escassas. Quanto maior for o desperdício agora, menor será a margem de segurança para enfrentar os meses de estiagem que ainda estão por vir.

Legenda:

Represa Paiva Castro, uma das integrantes do Sistema Cantareira

Crédito:

Youtube/Reprodução