Bebês com menos de 1 ano representam 93% das mortes de crianças em Mairiporã

Mairiporã registrou 15 óbitos de crianças de 0 a 12 anos entre janeiro e agosto de 2026, sendo que 93,3% das mortes (14) ocorreram em bebês de até um ano, segundo dados da Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo) e da Divisão de Administração de Cemitérios do município, chefiada por João Aparecido Wisniewski, levantados a pedido do Correio Juquery.

Segundo pediatras, as maiores complicações acontecem em bebês no primeiro mês de vida. “Até um ano é considerada mortalidade infantil, e ela diminuiu muito no Brasil, pela ampliação da vacinação e oferta de saneamento básico. O que temos hoje são as causas relacionadas ao parto e ao nascimento, especialmente ao parto prematuro”, enfatizam.

Cerca de 12% a 15% dos partos resultam em nascimentos prematuros. A mortalidade também está associada a doenças maternas, como hipertensão e obesidade e, outras faixas etárias, bom número de internações por doenças respiratórias e acidentes.

Comorbidades congênitas, ou seja, alterações presentes desde o nascimento, e doenças infecciosas representam uma parcela importante dos óbitos. Entre as causas infecciosas estão a meningite e a pneumonia. As principais síndromes genéticas são problemas renais, doenças neurológicas e cardiopatias graves.

Ainda segundo especialistas, são problemas que geram consequências orgânicas muito grandes. “As mortes podem estar também relacionadas a complicações destes tratamentos, medicações e cirurgias”, afirmam.

Entre as mortes acidentais na pediatria, as principais causas são afogamento e traumatismo craniano, e outras motivações como intoxicações, queimaduras e acidentes automobilísticos.

Total – Considerando todas as faixas etárias, o número de mortes em Mairiporã, de janeiro a setembro deste ano, em comparação com igual período do ano passado, registrou queda de 12,6%. Nos nove primeiros meses de 2025 o total de óbitos foi de 446, passando para 390 no mesmo intervalo de tempo este ano.

De acordo com dados oficiais da Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo), em 2026, as mortes mês a mês na cidade somaram: 44 (janeiro), 39 (fevereiro), 49 (março), 56 (abril), 29 (maio), 43 (junho), 54 (julho), 45 (agosto) e 31 (setembro). (Lúcia Helena/CJ)

 

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