FRASE
“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.” (Oscar Wilde, escritor e poeta irlandês)
AVALIAÇÃO
Mesmo em tempos de vacas magras, com uma economia que beira a falência, diante dos descalabros cometidos pelo governo federal, e que tende a se agravar durante os próximos meses de campanha eleitoral, o prefeito Aladim manteve sua popularidade e a aprovação junto aos mairiporanenses. Em novo levantamento realizado pelo Correio Juquery, o chefe do Executivo segue com avaliação positiva em sete, de cada dez entrevistados. Os números estão publicados na íntegra em reportagem nesta página.
LIDERENÇA (I)
Mairiporã é uma cidade que sofre com carência de lideranças políticas. Com os velhos caciques aposentados ou mortos, restou apenas o prefeito Aladim, que tem demonstrado força e capacidade de cooptar os segmentos organizados da sociedade. Isso se refletiu na sua reeleição, em 2004, com quase 80% dos votos, demonstração inequívoca não só da sua gestão à frente da Prefeitura, mas também pela forma como desenvolve a politica no município. Sua participação no pleito de outubro próximo, é importantíssima para a cidade, pois os recursos conquistados ao longo dos últimos seis anos se devem ao trabalho e apoio que tem dado a parlamentares comprometidos com Mairiporã.
LIDERANÇA (II)
A formação de novos líderes na política local tem esbarrado na divisão entre grupos e, principalmente, projetos pessoas, que nivelam todo o processo muito por baixo. E não é só isso, a falta de carisma também tem sido fator preponderante na inexistência de líderes capazes de transformar grupos políticos consistentes.
LIDERANÇA (III)
Esse cenário, que já vem de algum tempo, nos leva a valorizar a forma como o prefeito desenvolve seu trabalho, essencialmente na conquista de verbas de outras esferas governamentais, e a retribuir agora, através do voto, aos que se empenharam em valorizar o município e dotá-lo de recursos que fizeram a diferença no período iniciado em 2021.
PERSPECTIVA
Analistas políticos consideram difícil, para não dizer impossível, a eleição de um representante local. Isso se deve a questões como votos de fora de Mairiporã, estrutura das chapas partidárias, desempenho do partido, dos ‘puxadores de votos’ e do quociente eleitoral. Nesses ingredientes, há que se incluir a votação individual, levando em conta o pequeno colégio eleitoral da cidade.
RETRIBUIÇÃO
Os avanços da cidade nos últimos seis anos foram incontestes. Prova disso foi a reeleição do prefeito Aladim, com quase 80% dos votos. Sinal de que o trabalho foi bem feito e a maioria das promessas de campanha cumpridas. E dentre as ações importantes do prefeito estava a conquista de verbas junto às outras esferas governamentais, para ajudar na elaboração e execução de obras e serviços. Sem esses recursos, isso não seria possível. E cabe aqui enaltecer não só o prefeito, mas os deputados estaduais e federais que se dispuseram a ajudar através de emendas parlamentares e acreditaram no projeto do governo municipal. Agora é a vez do eleitor retribuir com o voto, àqueles que de fato representaram os interesses da população mairiporanense.
DESAVISADO
É inacreditável a falta de criatividade dos vereadores. Mais uma sessão, nesta semana, e a enxurrada de indicações trata dos mesmos assuntos de dez, vinte anos atrás. Algum desavisado, que chegue à cidade e acompanhe os trabalhos legislativos, vai ficar com a impressão de que os problemas mais urgentes são poda de árvores, corte de matos, instalação de lombadas, serviços de patrolagem em estradas na periferia, entre outras baboseiras. Como diz um antigo ditado, bem atual, é bom que se diga, na Câmara mudam-se as moscas, mas o conteúdo da panela é o mesmo.
DEBATES
Demorou, mas os candidatos à presidência da República, pelo menos os que reúnem condições de vencer, deixaram de lado os debates realizados pelos canais de televisão. Além da audiência pífia, os debates servem apenas para libertar os piores instintos de cada um dos participantes, que fazem das agressões, xingamentos e, vez em quando cadeiradas, armas como instrumento de cooptação de votos. Espera-se que esta eleição decrete definitivamente o fim desse embate que beira a indecência.
ENTREVISTAS
Alguns canais, como a Globo, começaram a entrevistar individualmente os candidatos. Na terça-feira (25) foi a vez de Ronaldo Caiado. A jornalista Renata Vasconcelos, ao elaborar uma pergunta, pintou um quadro catastrófico reinante no País, citando educação, saúde, segurança e a economia como um todo, esperando pelas soluções do entrevistado. O importante aqui é saber se a mesma jornalista, ao entrevistar Lula, vai perguntar como o Brasil conseguiu chegar a esse estado calamitoso que ela pintou, nos últimos quatro anos.
AO VENTO
E chegaram à cidade, espalhados ao vento, os winner banners, propaganda eleitoral que visa divulgar o nome e o número dos candidatos. Quem passa pelas principais praças e rotatórias, enxerga centenas deles disputando espaço nesses equipamentos públicos. É uma mistura de banners que, na prática, confunde mais do que fixa os candidatos na cabeça do eleitor.
AS CANETAS
Na guerra que vem se travando sobre as canetas emagrecedoras quem está mais perdido que cego em tiroteio é o público consumidor. Acreditar em quem? Nos fabricantes, na Anvisa, nos médicos, em quem? Por trás dessa batalha, se enxerga apenas o interesse financeiro. Com ou sem crédito a quem quer que seja, as canetas se transformaram no objeto do desejo de 9 em cada 10 pessoas e vendem feito água. Mais um exemplo de que pouco importa a saúde das pessoas. A maioria aprovou esse instrumento que parece ser a salvação da humanidade. Bom? Ruim? Que souber que responda.