De janeiro a maio, criminalidade registra queda em Mairiporã

Os números da criminalidade em Mairiporã mantiveram trajetória de queda nos primeiros cinco meses deste ano, segundo dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública. As estatísticas referentes ao mês de maio, divulgadas na terça-feira (30), mostram que a redução dos índices vem se consolidando desde o início do ano.

Esse cenário positivo, no entanto, não se repete quando o assunto é estupro. Foram registrados 17 casos entre janeiro e maio, número considerado elevado pelas autoridades quando levado em conta o porte populacional do município. Há vários anos esse tipo de crime, em grande parte praticado contra pessoas vulneráveis e sem condições de defesa, mantém patamares preocupantes na cidade.

Entre janeiro e abril deste ano, foram contabilizadas 646 ocorrências que resultaram em boletins de ocorrência, contra 774 registradas no mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 16,6%.

Os crimes de furto e roubo – tanto em geral quanto de veículos – também mantiveram a tendência de redução observada nos últimos meses, com recuo de 17,6% no período analisado. Foram 409 casos este ano, ante 496 no mesmo período de 2025.

Em relação aos homicídios, os de natureza dolosa tiveram expressiva queda, com 1 caso em cinco meses, ante 5 casos em igual período do ano passado.

Já os homicídios culposos decorrentes de acidentes de trânsito caíram significativamente, passando de sete ocorrências no quinquemestre de 2025 para apenas 3 no mesmo período deste ano.

Estupros – Os números confirmam que Mairiporã atravessa um momento favorável na área da segurança pública, acompanhando uma tendência observada em diversas cidades do Estado de São Paulo. A redução das ocorrências em geral, especialmente dos crimes patrimoniais, sugere maior eficiência das ações de policiamento preventivo e de investigação, além da contribuição de ferramentas tecnológicas e do trabalho integrado entre as forças de segurança.

Por outro lado, a persistência dos casos de estupro revela um desafio que vai além da atuação policial. Especialistas apontam que o enfrentamento desse tipo de crime exige políticas públicas permanentes voltadas à proteção de crianças, adolescentes, mulheres e pessoas vulneráveis, além do fortalecimento das redes de assistência social, saúde e educação.

Embora os indicadores gerais sejam positivos, a manutenção de índices elevados de violência sexual demonstra que ainda há uma questão sensível a ser enfrentada pelas autoridades e pela sociedade. (Juarez César/CJ – Foto: GSP/Divulgação)