Mairiporanenses vão gastar R$ 540 milhões com alimentação este ano

Pesquisa realizada anualmente pela IPC Maps, empresa especializada no cálculo de índices de potencial de consumo, prevê que os mairiporanenses vão gastar até o final do ano R$ 541.620.378,00 com alimentação (dentro e fora do lar), um aumento de 13,4% na comparação com o ano passado, quando a estimativa foi de R$ 469.508.599,00.

Esse montante corresponde a 11,3% de todas as despesas de consumo, cuja previsão é de R$ 4,79 bilhões e, em números absolutos, R$ 72,1 milhões a mais que em 2025. O consumo com alimentação fica atrás somente dos custos com a manutenção do lar.

Neste ano, de acordo com o levantamento, a alimentação no lar vai consumir R$ 367,7 milhões e, fora dele, R$ 173,9 milhões.

Fatores – De acordo com o estudo, alguns fatores contribuem para o crescimento dos gastos com a alimentação fora de casa, que já é a metade de tudo o que é consumido dentro do lar: novo modelo de família, cada vez mais enxuta; a quase inexistente oferta de empregadas domésticas; a facilidade e o ganho de tempo no deslocamento com o transporte, cada vez mais com custos elevados, e as opções pela refeição em local próximo ao trabalho.

O aumento na demanda de clientes, faz com que a concorrência do setor promova uma disputa por valores mais acessíveis, dentro das diferentes faixas de preço, o que leva uma parcela maior da população a ter acesso a esse serviço.

Em Mairiporã o aumento no número de estabelecimentos que oferecem alimentação delivery, por exemplo, cresceu significativamente.

Crescimento – Se os consumidores preferem fazer as refeições fora de casa, essa tendência tem chamado a atenção do mercado, que acompanha o crescimento dessa demanda. O número de novos estabelecimentos voltados à alimentação na cidade cresceu significativamente no último ano, algo em torno de 40%.

Além de restaurantes e lanchonetes, que também crescem, mas em ritmo mais lento, a cidade registra hoje 973 estabelecimentos cadastrados na área de alimentação (eram 921 no ano passado), aumento de 5,4%. A venda das chamadas ‘quentinhas’, que são entregues em domicílio ou no trabalho do consumidor, aumentou em velocidade maior.

Por outro lado, esse crescimento do setor revela a falta de mão-de-obra especializada, aliado ao reduzido número de cursos de capacitação. (Wagner Azevedo/CJ – Foto: Antônio Cruz/ABR)