Eleitores entre 70 e 89 anos aumentaram mais de 20% em Mairiporã

A expectativa vida no Brasil cresce gradualmente a cada ano, conforme dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmando a tendência de aumento da longevidade da população brasileira.

No campo eleitoral, esse fenômeno também se reflete no perfil do eleitorado. De acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o contingente de pessoas com mais de 60 anos aptas a votar vem aumentando de forma consistente, mesmo considerando que, a partir dos 70 anos, o voto passa a ser facultativo.

Em Mairiporã, levantamento realizado pela reportagem mostra que o número de eleitores com idade entre 70 e 89 anos passou de 4.263 nas eleições gerais de 2022 para 5.380 no pleito municipal de 2024, um crescimento de 20,8% em apenas dois anos.

Os dados evidenciam a crescente importância da chamada terceira idade no processo eleitoral. Além de ampliar sua presença nas urnas, esse segmento se consolida como um nicho cada vez mais relevante para a política local, com potencial de influenciar debates, propostas e decisões dos candidatos.

Quando o recorte é ampliado para incluir todos os eleitores a partir dos 60 anos, a tendência de crescimento também se mantém. Os números reforçam o peso eleitoral desse contingente, que ganha protagonismo à medida que o envelhecimento populacional avança.

Interesse crescente – O envolvimento dos idosos com a política vai muito além do comparecimento às urnas. É cada vez maior a audiência desse público em telejornais, programas de análise, debates e conteúdos políticos veiculados em diferentes plataformas digitais, temas que passaram a integrar de forma mais intensa o cotidiano dessa faixa etária.

Esse maior interesse contribui para uma participação mais ativa e consciente, tornando os eleitores idosos um segmento atento às propostas e ao desempenho dos gestores públicos.

Políticas públicas – O crescimento da população idosa e sua maior participação no processo eleitoral aumentam a necessidade de políticas públicas voltadas a esse segmento. Questões como acesso à saúde, oferta de medicamentos, transporte público adaptado, segurança, atividades de lazer, inclusão digital e programas de assistência social tendem a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

Nesse contexto, o fortalecimento de ações que garantam qualidade de vida, autonomia e respeito à população idosa deixa de ser apenas uma demanda social e passa a ocupar posição estratégica na agenda dos governos e também no debate político.

Com uma presença cada vez mais expressiva nas urnas e na sociedade, os idosos consolidam seu papel como um dos grupos mais influentes do eleitorado, capazes de contribuir de forma decisiva para a definição dos rumos do município e do país. (Salvador José/CJ – Foto: Paulo Pinto/ABR)