O setor de Serviços, há vários anos, é o principal empregador com carteira assinada em Mairiporã. Chegou a responder por 50% do estoque de celetistas.
Neste ano, no entanto, não teve um bom começo no primeiro trimestre. O setor fechou 9 postos de trabalho, resultado de 42 contratações e 51 demissões. Foram 11 dispensas em janeiro, 42 admissões em fevereiro e 40 vagas fechadas em março. Ainda assim, segue como o maior empregador formal da cidade, com 6.785 trabalhadores.
Indústria – O segundo setor que mais emprega na cidade, a Indústria de Transformação, aparece como o principal destaque na criação de empregos formais nos três primeiros meses do ano, com saldo positivo de 85 postos.
Começou 2026 com a dispensa de 27 trabalhadores, mas reagiu em fevereiro (+17) e teve desempenho expressivo em março, com 95 novas vagas. No estoque, soma 5.188 empregos.
Comércio – O Comércio, que ao longo do ano passado alternou momentos de alta e retração, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com saldo positivo de 26 postos.
Foram 14 vagas abertas em janeiro e 26 em fevereiro, mas com recuo de 14 postos em março. O setor mantém 4.430 empregos formais.
Inversão – O desempenho do trimestre revela uma inversão pontual no protagonismo da geração de empregos na cidade, com a Indústria assumindo a liderança na criação de vagas, enquanto os Serviços – tradicional motor do emprego local – registram retração. Esse movimento pode indicar um início de ano mais cauteloso no setor de Serviços, possivelmente influenciado por fatores sazonais e pela acomodação da demanda após o período de fim de ano.
Por outro lado, a recuperação consistente da Indústria, especialmente em março, sugere retomada de produção e maior dinamismo econômico. Caso essa tendência se mantenha, o município pode observar uma recomposição mais equilibrada entre os setores ao longo de 2026. (Juarez César/CJ – Foto: Marcelo Camargo/ABR)