Gratidão!

A gratidão pode transformar dias comuns em ações de graças, transformar rotinas em alegria e mudar oportunidades comuns em bênçãos.” (Martin Seligman)

No fim de semana passado, estava refletindo sobre Deus, sobre a nossa caminhada, sobre a relação com os outros, comigo mesmo e com o próprio sentido da vida. Em meio a esse movimento interior, algo simples e muitas vezes deixado de lado me deixou pensativo: a gratidão.

Percebe-se que a gratidão é o reconhecimento e a apreciação das coisas boas da vida, mas que, na prática, acabam sendo ignoradas. Em meio à correria, às cobranças e aos “desertos” da rotina, a mente se condiciona a olhar para o que falta, enquanto aquilo que já está presente perde valor. Como já refletia Santo Agostinho “felicidade é seguir desejando aquilo que já se possui” não são os fatos em si que nos afetam, mas a forma como os interpretamos.

A gratidão muda esse eixo. Quando se direciona a atenção para o que há de positivo mesmo que simples o olhar se amplia e o equilíbrio emocional se fortalece. Não se trata de ignorar problemas, mas de não permitir que eles sejam a única realidade.

Como lembra Viktor Frankl, ‘mesmo diante das circunstâncias, sempre há a possibilidade de escolher a própria atitude’.

Nas relações, esse movimento também transforma. Um gesto de reconhecimento ou um simples agradecimento fortalece vínculos e torna o convívio mais humano. Além disso, a gratidão desenvolve a capacidade de valorizar o presente, os pequenos momentos que muitas vezes passam despercebidos.

Ela também fortalece a forma de lidar com dificuldades. Não nega a dor, mas impede que a vida seja reduzida a ela. Há força em quem consegue, mesmo em dias difíceis, reconhecer que ainda existem motivos para seguir. Como dizia Sêneca, não é quem tem pouco que é pobre, mas quem nunca se satisfaz.

Na prática, a gratidão se constrói em atitudes simples: reconhecer o que foi bom no dia, valorizar pequenas conquistas e desenvolver um olhar mais atento. São exercícios que, aos poucos, transformam a maneira de viver, e isso não se desenvolve de um dia para o outro, mas é uma construção, isso acontece de forma gradativa, ou seja: você, nós, precisamos dar o primeiro passo e mudar nossas ações e o modo como encaramos aquilo que não é bom, essa ação é um verbo ela tem que acontecer e o passo é seu, só seu, pois a gratidão não muda apenas o que se vê muda quem se é enquanto se vive.

Reflexão –Talvez não faltem motivos para agradecer, mas sim a disposição de perceber que, mesmo nos dias difíceis, sempre existe algo que sustenta o caminho.

 

Raphael Blanes: Servidor Público Municipal, formado em Filosofia, Gestão em Saúde Pública, Técnico em Vigilância em Saúde com ênfase no Combate às Endemias, Gestão Hospitalar, Saúde Única (One Health), RH e Desenvolvimento de Equipes e graduando em Psicologia. Instagram: @raphaelblanes – Email: blanes.med@gmail.com.

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