No dia 27 de março de 1972, justamente a data de aniversário de Mairiporã, foi inaugurada a represa Paulo de Paiva Castro, cuja construção teve início em 1968. A responsável pela obra e, posteriormente, beneficiada com a concessão dos direitos de exploração da água, foi a Sabesp, a quem o governo do Estado entregou a administração dos recursos hídricos.
Para se tornar o segundo maior reservatório de água, que hoje abastece 9 milhões de pessoas em cidades da Região Metropolitana de São Paulo, da Capital e cidades do Interior, foi necessário inundar centenas de olarias (estima-se em 300), que à época eram a força motriz da economia local.
Foi a primeira a ser construída, das seis que integram o Sistema Cantareira: Águas Claras (1973), Cachoeira (1974), Atibainha (1975), Jaguari (1981) e Jacareí (1981). Segundo a Sabesp, a represa tem uma área de drenagem de 315 km², e contribui com 4,5 m³/s, da vazão total de 33m³/s.
Com a construção da represa, alimentada pelas águas do Rio Juqueri, Mairiporã viu 80% de seu território transformado em APP (Área de Proteção Permanente).
Privatização – No ano passado, o Governo do Estado privatizou a Sabesp, em processo que ainda está em discussão no Supremo. A nova proprietária assumiu compromisso de universalização do saneamento, até 2030.
Desde o último trimestre do ano passado, a Paiva Castro, assim como as demais integrantes do Sistema Cantareira, enfrentam problemas de queda em seus volumes de água armazenados. No início deste ano, chegou a apenas 28% de sua capacidade útil.
As chuvas nos últimos dois meses, elevaram esse índice a 43,9%, com volume 431,42 milhões de metros cúbicos, marca ainda preocupante, pois a chegada do mês de abril marca o início da estiagem em todo o País, que deverá se prolongar por vários meses, ou seja, sem chuvas em todo esse período. (Salvador José/CJ – Foto: Rovena Rosa/ABR)