A prova de vida do INSS passou a ser realizada, em regra, de forma automática, eliminando a necessidade de comparecimento anual a bancos ou agências para a maioria dos aposentados e pensionistas. O procedimento agora ocorre por meio do cruzamento de dados em bases oficiais do governo, com o objetivo de trazer mais comodidade aos beneficiários e reduzir deslocamentos.
O sistema considera registros como atualização do CPF, atendimentos no SUS, vacinação, emissão de documentos oficiais, movimentações bancárias com biometria e acessos ao aplicativo ‘Meu INSS’. Caso haja confirmação por meio dessas interações, a prova de vida é validada automaticamente.
Segundo advogados previdenciários, a mudança representa um avanço, mas não elimina a necessidade de acompanhamento por parte do segurado. Assim, é fundamental que o beneficiário acompanhe sua situação pelo aplicativo e mantenha seus dados atualizados, para evitar a suspensão do benefício.
Em casos em que o INSS não consiga confirmar a vida do segurado por ausência de registros recentes, o beneficiário pode ser notificado para realizar a prova de vida de forma ativa, seja pelo aplicativo, pelo site oficial ou presencialmente, conforme orientação.
No entanto, a ausência de comprovação não significa cancelamento definitivo do benefício, mas pode gerar suspensão temporária dos pagamentos até que a situação seja regularizada.
Especialistas também alertam para tentativas de fraude envolvendo a prova de vida, pois o INSS não solicita dados pessoais, senhas ou pagamentos por telefone, mensagens ou redes sociais. Qualquer abordagem fora dos canais oficiais deve ser vista com cautela. (Da Redação – Foto: Reprodução)