Mairiporã começa 2026 com saldo negativo na geração de emprego formal

O resultado negativo registrado em dezembro do ano passado repetiu-se em janeiro. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, Mairiporã fechou o primeiro mês de 2026 com saldo negativo de 37 vagas na geração de emprego formal (com carteira assinada), resultado de 734 admissões e 771 desligamentos.

O principal empregador do município, o setor de Serviços, respondeu pelo fechamento de 40 postos de trabalho, enquanto a Indústria de Transformação dispensou outros 27 trabalhadores. Por outro lado, os demais setores apresentaram saldo positivo: Comércio (14 vagas), Construção Civil (14) e Agropecuária (2), o que ajudou a reduzir o impacto do resultado negativo geral.

Em janeiro do ano passado, o cenário foi diferente: houve saldo positivo de 21 vagas.

Estoque de empregos – Com o resultado de janeiro, Mairiporã passa a contar com 16.788 trabalhadores com carteira assinada. O setor de Serviços lidera com 6.759 empregos formais, seguido pela Indústria (5.046), Comércio (4.417), Construção Civil (543) e Agropecuária (23). A variação relativa no mês foi de -0,22%.

Salários – O salário médio real de admissão em janeiro de 2026 foi de R$ 2.389,78, valor 3,3% superior ao registrado em dezembro de 2025. Na comparação com janeiro do ano passado, o crescimento foi de 1,77%, já descontados os efeitos sazonais.

Dos empregos movimentados no mês, 58% são considerados típicos e 42% não típicos. Entre os não típicos, destacam-se contratações via CAEPF, principalmente na agricultura da soja, admissões com jornada de até 30 horas semanais e aprendizes.

O salário médio dos trabalhadores típicos (R$ 2.428,67) ficou 1,6% acima da média geral. Já entre os não típicos, a remuneração média foi de R$ 2.136,37, 10,6% abaixo da média.

A repetição do saldo negativo logo no início do ano acende um sinal de alerta, especialmente pelo recuo no setor de Serviços, principal motor do emprego formal no município. Embora o número absoluto não seja elevado, a sequência de dois meses consecutivos de retração exige atenção do poder público e do setor produtivo, para que medidas de estímulo à atividade econômica possam evitar a consolidação de uma tendência de desaceleração no mercado de trabalho local. (Salvador José/CJ – Foto: Elza Fiúza/ABR)