A longa estiagem registrada desde outubro do ano passado, com a escassez de chuvas na Região Metropolitana de São Paulo, fez com que o Sistema Cantareira – maior produtor de água da região – atingisse o menor volume armazenado desde a crise hídrica de 2014 a 2016.
De acordo com o painel da Sabesp, que monitora diariamente os sete reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano, o Cantareira operava ontem com apenas 19,4% do volume útil, menos da metade do índice registrado no mesmo período do ano passado, quando o nível era de 50,5%.
A situação preocupa autoridades e especialistas. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), caso o sistema encerre este mês com volume abaixo dos 20%, uma nova restrição na retirada de água deverá ser adotada a partir de fevereiro. O limite de captação pode cair dos atuais 23 mil litros por segundo para 15,5 mil litros por segundo.
O patamar atual é o mais baixo registrado desde o período de 2014 a 2016, quando o Estado de São Paulo enfrentou uma das maiores crises hídricas de sua história, com racionamento e impactos diretos no abastecimento da população. (Da Reportagem – Foto: Raylton Alves/ANA)