Equipamento elimina ar das tubulações em cidades de São Paulo

Conforme publicado no aplicativo Monitor do Mercado, artigo de Leonardo Grane, no último 19 de novembro, “mais uma cidade, São Bernardo do Campo, com a sanção da Lei Municipal nº 7.502/2025, os moradores podem exigir o aparelho -válvulas eliminadoras de ar- quando comprovada a passagem de ar”. Osasco e Taboão da Serra já possuem leis que obrigam a instalação de válvulas eliminadoras de ar.
Na segunda cidade, além de instalar, a Sabesp é obrigada a fornecer o aparelho gratuitamente. Em Jaú, a Resolução nº 33/2022 da própria SAEMJA – agência reguladora e de fiscalização dos serviços público de água, esgotamento sanitário e destinação final dos resíduos sólidos – definiu regras técnicas para instalação dessas válvulas.
Projeções apontam que a medida pode reduzir em até 30% o valor das contas de água, ao corrigir distorções na medição. O equipamento evita que bolsões de ar presentes na rede sejam registrados pelo hidrômetro, especialmente após manutenções e interrupções.
Segundo Lucas Souza, CEO da We Save, o avanço dessas leis obriga as concessionárias a aperfeiçoarem seus sistemas de medição, pressão e automação para evitar riscos financeiros e regulatórios. Como resultado, essa modernização reduz desperdícios e evita cobranças indevidas.
Soluções como está em empresas de setores como indústria, varejo, infraestrutura e saúde comprovaram uma economia de R$ 100 milhões, segundo a consultoria especializada em eficiência hídrica e energética.
Além disso, a medida reacende um debate nacional sobre transparência e eficiência. Em Brasília, o Projeto de Lei nº 619/2019, que autoriza consumidores de todo o país a instalarem dispositivos eliminadores de ar, segue aguardando parecer do(a) relator(a) na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC).
Como a privatização da SABESP foi concluída em 22 de julho de 2024, com a venda de 32% das ações do governo estadual para a iniciativa privada.
O processo envolveu a venda de papéis por R$ 14,7 bilhões, reduzindo a participação do governo de 50,3% para 18,3%. A venda foi viabilizada pela aprovação da privatização na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP em dezembro de 2023 e pela adesão da cidade de São Paulo ao novo modelo.
O SINTAEMA – Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de SP, no último dia 18 de novembro, publicou em seu site “População é penalizada por nova política de cobrança da SABESP”.
Nela o sindicato afirma: “além de precarização, risco à vida e assédio por parte de quem realiza a nova modalidade de cobrança na Sabesp, essa nova política está impondo juros abusivos de 6% ao mês no cartão de crédito para parcelar contas atrasadas, é um ataque direto aos consumidores, especialmente aos mais vulneráveis.”

 

 

Essio Minozzi Jr. licenciado em Matemática e Pedagogia, Pós-Graduado em Gestão Educacional – UNICAMP e Ciências e Técnicas de Governo – FUNDAP, foi vereador e secretário da Educação de Mairiporã.