FRASE
“Nem todo herói usa capa, alguns salvam vidas educando para um trânsito mais seguro. (Lucas Anschau, empreendedor brasileiro)
MOBILIDADE (I)
O prefeito Aladim, desde sua posse em 2021, cuidou de resolver problemas que remontavam há décadas e que foram solenemente ignorados por seus antecessores. Isso lhe valeu uma reeleição, em 2024, com quase 80% dos votos. A estratégia, agora, cobra uma ação mais focada na mobilidade urbana, que há pelo menos 20 anos tem problemas que só se agravam. A equação ‘pequena e estreita malha viária’ x ‘aumento da frota de veículos’ x ‘tráfego oriundo de outras localidades’, precisa ser resolvida para que a situação não alcance níveis insolúveis.
MOBILIDADE (II)
É preciso conectar sistemas estruturais – redes viárias, mais transporte coletivo, de comunicação e demais infraestruturas – e ambientais, que potencializam o desenvolvimento urbano, o que vai evitar precariedade, principalmente na região central.
MOBILIDADE (III)
Quando for inaugurado, o Rodoanel Norte vai, pelo menos é o que se espera, desviar o tráfego de veículos (com ênfase em caminhões e carretas) da região central da cidade. Ao invés de utilizar Mairiporã como rota para se chegar à Rodovia Fernão Dias, a expectativa é que isso seja feito pelo Rodoanel Norte. Mas até que isso ocorra, pois via de regra obras gigantescas do Governo do Estado costumam sofrer interrupções, a recomendação é focar em projetos que transformem a mobilidade urbana do município.
CALMARIA
A chegada de dezembro traz calmaria aos poderes Executivo e Legislativo. Principalmente neste último, embora o ano não tenha sido conturbado por absoluta falta de oposição ao prefeito. Não que ela, a oposição, não exista. Tem sim representantes, mas por enquanto eles estão entocados à espera de um momento que considerem propício para dar as caras.
RECESSO
Como ocorre todos os anos, os senhores vereadores vão entrar em recesso (no linguajar dos mortais, férias) a partir do dia 15. A última sessão ordinária será no dia 9 de dezembro, salvo se o prefeito convocar, depois disso, alguma de cunho extraordinário. Suas ‘excelências’ voltam ao batente (em plenário) no dia 3 de fevereiro de 2026. Claro que tudo regiamente pago pelo dinheiro público.
VIAGENS
Segundo comentários de bastidores, alguns vereadores já têm viagens marcadas para o dia 16 de dezembro, um dia após o início do recesso. Se o Executivo requerer sessões extraordinárias, não estarão presentes. Milagres que só a política consegue produzir.
MERCADO
A contratação de trabalhadores temporários no município parece refletir a expectativa dos empregadores. Segundo a coluna apurou, tem sido movimentada a busca por funcionários. Estes, por sua vez, esperam obter a contratação definitiva em janeiro.
DOMINANTES
Apesar da calmaria em nível municipal, política e eleição são temas dominantes no dia a dia do prefeito Aladim. Não consegue evitar o tema, sempre abordado por seus interlocutores. Por ter dito nos últimos meses que não será candidato a deputado, é instado a falar sobre apoios em 2026. O chefe do Executivo considera prematuro discutir eleições agora, mas já revelou, a assessores próximos, que deverá dar respaldo à reeleição de quatro deputados estaduais que ajudaram Mairiporã com recursos, através de emendas parlamentares, nos últimos quatro anos.
ABASTECIMENTO
A situação do Sistema Cantareira, que leva água a mais de 7,5 milhões de pessoas, está cada vez mais crítica. Com longa estiagem e chuvas insuficientes, o armazenamento de água está próximo de 20%, quadro só visto em 2014, quando ocorreu a maior crise hídrica do Estado de São Paulo. O que se espera, é que a Sabesp, agora dona do abastecimento na maioria dos municípios paulistas, desenvolva políticas voltadas para estruturar de forma sustentável e preventiva o abastecimento de água.
SAMBA MILIONÁRIO
Alguns governantes deveriam ser extirpados definitivamente da vida pública. No Amapá, que possui um dos mais baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o governo resolveu dar contribuição inestimável à já baixa estima da população, que luta contra o desemprego, ao contratar, pasmem os leitores, por módicos R$ 10 milhões, a Escola de Samba Mangueira, do Rio de Janeiro, para se apresentar no carnaval do Estado. Até onde se sabe, o Ministério Público se mantém em silêncio.