A expectativa de aumentar as vendas em até 10% na segunda melhor data do ano para o comércio, o Dia das Mães, não se confirmou na prática. As vendas cresceram apenas 5,5% na cidade, resultado que frustrou os lojistas, que esperavam por um faturamento muito acima do registrado no ano passado.
Mesmo as lojas que vendem os produtos mais procurados nessa ocasião, roupas, calçados e acessórios, viram o resultado ficar distante daquele projetado, na contramão das projeções otimistas. Por outro lado, a explicação é que a economia neste momento não estimula gastos em quase todos os setores produtivos, que se reflete em desaceleração mais acentuada no comércio.
Em 2022 a variação foi positiva em 7%, e 6% em 2021, períodos que indicaram uma recuperação pós-pandemia.
Para analistas, o resultado obtido este ano é um indicador de que fatores como inflação e alta taxa de juros e do dólar tiveram influência nos consumidores, que se mostraram cautelosos. Nem mesmo a chegada do frio estimulou as vendas.
Nos últimos dias que antecederam a data, pesquisas apontavam que o Dia das Mães não iria impactar o faturamento do varejo, o que acabou ocorrendo. (Juarez César/CJ)