Câmaras municipais elevaram gastos em 2022, após recuo da pandemia

Os gastos com os legislativos municipais, sempre altos, constantemente são alvos de críticas sobre o real custo-benefício para as populações.

Se houve ligeira queda em 2020 e 2021, período mais acirrado da  pandemia da Covid-19, no ano passado as cinco câmaras municipais da região (Mairiporã, Franco da Rocha, Caieiras, Francisco Morato e Cajamar) tiveram gastos que totalizaram R$ 66 milhões, conforme dados do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Na comparação com 2021, houve um aumento de 16,7%, quando as despesas foram de R$ 55,1 milhões. Na comparação com 2020, foram 18,5%, pois naquele ano o total gasto foi de R$ 53,8 milhões.

O retorno à quase normalidade no quadro da pandemia, que impulsionou a retomada das atividades, fez com que o dinheiro público destinado às casas legislativas aumentassem, com números superiores ao período pré-pandêmico.

Municípios – Em Mairiporã, no ano passado, a Câmara gastou R$ 9,4 milhões (R$ 91,49 per capita), 16% a mais que em 2021, quando a despesa foi de R$ 7,9 milhões.

Nas demais cidades, os gastos registrados em 2022 foram de R$ 21,6 milhões (Cajamar); R$ 14,2 milhões (Caieiras); R$ 13 milhões (Franco da Rocha) e R$ 7,8 milhões (Francisco Morato). Nesse contexto, Mairiporã foi a segunda cidade que menos gastou.

Os gastos per capita, ou seja, o custo total dividido pelo número de habitantes, foram: R$ 274,19 (Cajamar); R$ 137,09 (Caieiras); R$ 91,49 (Mairiporã); R$ 82,06 (Franco da Rocha) e R$ 43,71 (Francisco Morato). Ou seja, mesmo com menor população, Cajamar tem o parlamento mais caro. A média estadual é de R$ 95,95.

Composições – As cinco cidades juntas têm 61 vereadores, distribuídos entre: Cajamar (15); Mairiporã (13); Francisco Morato (12); Franco da Rocha (11) e Caieiras (10). (Wagner Azevedo/CJ – Foto: Divulgação)