Os institutos de meteorologia preveem que até o final do mês as chuvas vão continuar nos municípios atendidos pelo sistema de abastecimento de água do Cantareira. Com capacidade sempre reduzida em seu volume útil, os reservatórios que integram o sistema nunca estiveram com níveis tão elevados, em especial o Cantareira, que atende a uma população de mais de 7,5 milhões de habitantes na Grande São Paulo e cidades do interior do Estado.
O Cantareira está com 67,2 % de volume operacional, com 660 milhões de metros cúbicos, o maior desde 2012, quando os registros apontavam 76,5%.
Em 20 dias deste mês, choveu 255,8 milímetros, para uma média histórica de 200,4 mm. Nos trinta e um dias de janeiro, quando o sistema rompeu a marca dos 50% em seu volume, choveu 192,6 mm, abaixo do que era esperado para o primeiro mês do ano, de 264,5 milímetros.
Em fevereiro do ano passado, considerando os 28 dias, o volume operacional era de 43,0%; em 2021 (48,3%); em 2020, com 29 dias (ano bissexto), 59,5 mm; em 2019 (47,2 mm) e em 2018 (52,4 mm). O período que mais se aproximou da atual marca foi fevereiro de 2017, com volume de água de 62,8%.
As chuvas, que caem em grande quantidade desde o início de novembro do ano passado, têm castigado inúmeras regiões do Estado e em Mairiporã há estragos, porém em menor monta que em outras localidades.
O Sistema Cantareira é formado por cinco reservatórios: Jaguari, Jacaréi, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro. Está última, além de bairros da Capital, abastece as cidades de Mairiporã, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuiba e São Caetano do Sul, parte de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André. (Juarez César/CJ – Foto: Rovena Rosa/ABR)