Caro leitor, chegamos ao final de mais um ano. Convido você a fazer um balanço positivo e ver o copo meio cheio ainda que a vida possa ter ofertado páginas dolorosas.
Se provou em alguns dias amargos da decepção, recorde então que tudo corrobora para para uma aprendizagem que nos torne ainda melhores. Que no próximo ano eu e você tenhamos aprendido que mais importante que a inteligência é a vontade. De nada adianta saber que algo é importante se fisicamente um passo não for dado, uma palavra não for dita ou uma atitude não comece a ser tomada.
Que sejamos então, sócio majoritários da nossa existência. Adultos capazes de transformar a realidade ao nosso redor. É preciso não confundir liberdade com voluntarismo. Ser livre certamente não é fazer qualquer coisa, mas ser livre para realizar o que é preciso.
Seres humanos livres para não só buscar prazeres, mas concretizar o que é necessario para que a vida possa ser melhor.
Como Sócrates escreveu, é preciso conhecer a si mesmo. Para o ano novo façamos o exercicio que o Padre Aloísio me dizia 30 natais antes deste: fazer exame de consciência diário se possível. Faxina noturna da mente para o preparo do próximo dia. E não é necessario processo religioso para isso. Pode ser psicanalítico mesmo, mas descubra o que você poderia ter feito ou feito mais.
Detesto quem fala: sou assim mesmo e não mudo. Pessoas assim não são autônomas, já que o bonito mesmo é ser o protagonista da sua vida e ser capaz de mudar o rumo da sua existência para que não seja mediocre ou banal.
Eu te desejo um ano novinho em folha, com páginas em branco para que você seja tão dono da obra que cada linha carregue uma jeito seu corojoso de ser melhor ainda e se for, suas vitórias sejam vistas de longe. Feliz 2 mil e 23!
Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”