Produtos para ceia de Natal tem diferença de até 200%

OS PREÇOS dos alimentos nos últimos meses, muito por conta da pandemia e do dólar alto, chegaram a patamares elevados, fazendo com que o consumidor deixasse de comprar determinados produtos e, em outros casos, substituíssem por outros mais em conta, mas ainda assim caros.

As festas de Natal e Ano Novo levam as pessoas a buscar produtos tradicionais para o período, porém a dica é ficar atento para a diferença de preço.

A reportagem do Correio, durante o último final de semana, realizou um levantamento comparativo de preços dos itens que compõem a ceia natalina e constatou diferenças gritantes, de mais de 200%.

A coleta de preços foi feita em supermercados, casas de carne e padarias, sempre com avalição dos valores praticados na mesma data.

Foram ao todo 60 produtos de 140 marcas pesquisadas, entre azeites, bombons, carnes congeladas, farofas prontas, frutas desidratadas, frutas em calda, frutos secos, panetones, lentilhas e produtos em conserva.

A ação da reportagem é a de oferecer ao público uma referência dos valores praticados no comércio e as variações verificadas entre as marcas.

Produtos de uma mesma marca que mais variaram preços, com elevada amplitude em casos específicos, foram farofas prontas e frutas em calda. No caso das farofas, foram encontrados valores entre R$ 2,76 e R$ 5,84, enquanto nas frutas, entre R$ 3,01 e R$ 5,29.

As azeitonas verdes com caroço variaram 72,5% entre o maior (R$ 19,98) e o menor valor (R$ 11,58), assim como nas lentilhas secas, com amplitude de 67% entre o maior (R$ 9,98) e o menor preço (R$ 5,98).

Diferentes – A avaliação também foi feita com produtos com maior variação de preço entre as marcas oferecidas. E nesse caso, as duas categorias que mais chamaram a atenção para quem pretende reduzir os gastos com a ceia, são as de frutos secos e das frutas desidratadas. As frutas cristalizadas, por exemplo, chegaram a registrar 200% de diferença entre a marca mais barata (R$ 8,95/kg) e a mais cara (R$ 29,80/kg). Depois, a uva passa escura sem semente, encontrada por R$ 17,90/kg e R$ 53,20/kg (variação de 197%), e também a castanha do Pará, que apresentou diferença de 151% entre a marca mais barata (R$ 53,49/kg) e a mais cara (R$ 134,08/kg).

As carnes natalinas também foram avaliadas no levantamento e, para os consumidores que estiverem dispostos a gastar um valor maior no prato principal, os itens mais caros são o tender suíno, que apresentou preço médio de R$ 49,99/kg, o peito de peru temperado (R$ 43,95/kg) e o frango defumado, com preço médio de R$ 39,90/kg.

Quem pretende economizar, tem três opções de carnes congeladas mais baratas, como aves natalinas, de diferentes marcas, cujos valor médio do quilo está entre R$ 9,99, e R$ 13,94/Kg.

Os especialistas dizem que a pesquisa de preço é fundamental para o consumidor economizar, especialmente neste momento de amplitude dos preços praticados.

Uma estratégia que dá bons resultados é fazer uma lista do que vai comprar, o que inibe o impulso de gastar além do necessário.

Legendas:

Tender suíno, muito apreciado no Natal, é uma das opções de carnes mais caras

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