Plano de Cargos e Salários do funcionalismo não sai do papel

A PROMESSA não é nova, ao contrário, ano que vem comemora 20 anos. A Prefeitura não tira do papel o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores municipais de Mairiporã e não dá sinais de poderá fazê-lo ainda este ano.
Empresas foram contratadas para elaborar o Plano ao longo de duas décadas, mas nenhum chegou a vigorar, exceto um, feito pelo atual prefeito, sem um mínimo de inteligência e aprovado no joelho ao apagar das luzes de seu segundo mandato, em dezembro de 2012. Naquela oportunidade os vereadores votaram como se estivessem atendendo as demandas da categoria. Mas durou pouco.
Ao assumir em janeiro de 2013, o prefeito Márcio Pampuri revogou de imediato o Plano, que iria quebrar a administração pública em poucos meses, tamanha a irresponsabilidade do que foi aprovado.
A promessa de um Plano de Cargos e Salários foi feita durante a campanha de 2000, quando foi eleito para governar a cidade o então candidato Jair Oliveira. Logo foi contratada a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para preparar o Plano, mas com a mesma rapidez foi engavetado.
Desde então se fala no documento que é aguardado pela categoria para que possa ver contemplados seus direitos de uma carreira sólida no serviço público municipal sem depender do prefeito de plantão.
Três anos – Durante a campanha eleitoral o prefeito Antônio Aiacyda prometeu elaborar e aprovar o PCCS, porém vai completar três anos no cargo e tudo leva a crer que vai terminar o mandato sem que os servidores sejam atendidos.
No final do mês a administração ingressa no segundo semestre do terceiro ano de governo, mas pela movimentação de bastidores nenhuma proposta deverá chegar à Câmara para votação.
O Sindicato dos Servidores, ao longo desse período, já entregou aos prefeitos planos que encomendou, porém nem isso serviu de estímulo aos governantes.
O funcionalismo municipal quer um documento moderno, que traga avanços, que preserve todos os direitos, benefícios e vantagens, que garanta a valorização dos profissionais, o fomento e a qualificação, o que elevará a qualidade técnica dos serviços prestados à população.
Desinteresse – Não é menos verdade que ao longo desses quase 20 anos os vereadores pactuaram com a má vontade do Executivo em não implementar o Plano de Cargos e Salários.
Os atuais edis, com maioria de neófitos, que tudo prometeram durante a campanha de 2016, também ignoraram a demanda dos servidores, assim como fizeram seus antecessores.

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