Mairiporanenses gastarão R$ 2,35 bilhões este ano

A ECONOMIA de Mairiporã receberá até o final deste ano cerca de R$ 2,35 bilhões, ante os R$ 2,26 bilhões no ano passado. Esse é o potencial de consumo do município identificado em estudo anual realizado pelo IPC Maps, da IPC Marketing Editora, sobre o perfil econômico do País. O crescimento em 2019 é 4,15% maior que a registrada no ano passado, de mais R$ 93,9 milhões, porém inferior aos R$ 222,7 milhões em 2018, na comparação com 2017.
No ranking nacional, que inclui os 5.565 municípios brasileiros, Mairiporã caiu quatro posições, passando da 306ª para a 310ª cidade com maior potencial de consumo e, no mercado paulista, melhorou duas posições: foi da 92ª para a 90ª. Em 2017 a cidade ocupava a 313ª posição em nível nacional e o 92º lugar no Estado.
O levantamento da IPC Marketing utiliza como base para os dados as informações de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep) e o Ministério da Fazenda.
Pelo estudo, a classe B de Mairiporã desponta como a de maior potencial de consumo no município, com participação de 39,8%. Em valores, o estudo mostra que essa classe social/econômica deverá consumir até o final deste ano R$ 871,35 milhões. Já a classe C, apresenta um salto na participação, indo de 34,8% no ano passado para 38,4%, com um potencial de consumo da ordem de R$ 839,7 milhões.
Ou seja, as duas classes somadas representam 78,2% de todo o bolo da população com poder de compra. Em 2018 esse percentual era de 76,2%. A média de consumo per capita é de R$ 24.243,40 para os consumidores urbanos, e R$ 15.416,24 para os da zona rural.
As classes ‘D/E’ deverão consumir neste ano R$ 193,7 milhões, crescimento de 30%, na comparação com o ano passado, quando o consumo previsto era de R$ 148,9 milhões. Já o potencial de consumo da classe ‘A’ deve alcançar R$ 282,9 milhões, queda expressiva de 25,3% comparado aos R$ 354,56 milhões do ano passado. Em 2017 esse segmento teve consumo de R$ 261,3 milhões.
Itens – A manutenção do lar é o item que mais consome dinheiro entre os mairiporanenses. Ou seja, 27% de todo gasto anual são destinados a cobertura de despesas fixas como aluguel, contas de luz, água, telefone, gás, imposto predial, condomínio, serviços domésticos, entre outros. O valor chegará a R$ 617,2 milhões.
Na sequência os gastos se concentram em alimentação (no domicílio e fora dele), com R$ 378,7 milhões, em saúde, R$ 142,4 milhões (com medicamentos e gastos como médicos, exames, consultas e internações), com veículos próprios, R$ 106 milhões, com transportes urbanos, R$ 70,7 milhões e materiais de construção, R$ 63,9 milhões.
Números – O IPC Maps também mostra que Mairiporã tem 1.926 indústrias (inclusa a construção civil, indústria extrativa, reciclagem, produção, distribuição elétrica, gás e água e indústria em geral); 5.230 empresas prestadoras de serviços (saúde, educação, administração pública, correios e outras atividades de entrega, transporte, alojamento, alimentação, atividades financeiras, reparação de veículos, agências bancárias e serviços em geral); 3.129 estabelecimentos comerciais (atacadista e varejista) e 149 agribusiness.
Consta do estudo que o município tem um total de 31.459 domicílios, dos quais 28.885 urbanos e 2.604 rurais. A classe C tem lidera nesse quesito, com 14.567 domicílios.

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