Interesse público

Em poucos momentos a população de Mairiporã precisou tanto de uma Câmara ativa, forte e independente quanto a que voltou depois de um mês de recesso, cuja expectativa era a de que os vereadores se tornassem menos dependentes das benesses do Poder Executivo. Ledo engano!
O prefeito conta com 9 escudeiros a lhe dar cega sustentação no Legislativo, inclusive para não fiscalizar o que de errado acontece na administração. A maioria dos legisladores está sintonizada exclusivamente com o prefeito, e como dissemos em editorial anterior, sujeita ao papel de mero figurante do governo. E a seguir nessa toada, os dez (prefeito e nove vereadores) vão morrer abraçados nas eleições do ano que vem.
Os vereadores, cujas atribuições permitem, não falam sobre os erros cometidos pelo prefeito, e contribuem para o aumento do desgaste político, que já alcançou toda a cidade, e aumentou a impopularidade do parlamento.
O custo-benefício da Câmara é alto para uma cidade pobre, que coleciona problemas, mas com políticos bem postos na vida. Vereadores dificilmente fiscalizam o Executivo e, quando acuados pela pequena oposição em plenário, se fingem de mortos. Nem coragem para dividir a vergonha do apoio explícito a um governo decadente, eles têm. Votam tão somente aquilo que lhes convém.
Ao longo dos últimos exercícios vereadores e o interesse público tiveram uma relação de constante afastamento. Quanto mais os anos passam, menos parece que os legisladores vivem em Mairiporã.
E no mínimo seria estupidez esperar que a Casa de Leis se reconecte com suas funções.

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