Coluna do Correio

O DISCURSO

Foi positivo o discurso do novo presidente da Câmara, Ricardo Barbosa, com a promessa de um Legislativo independente e com as atenções voltadas à sociedade. Faz décadas que não se ouvia falar em menos dependência do Executivo. A expectativa é que o discurso se transforme em ações do dia a dia e que os vereadores, em especial os novatos, que ficaram devendo ao seguir o roteiro de seus antecessores, eivado de vícios, acordem.

 

FORTALECIDA

A análise preliminar que se pode fazer é que a Câmara sai fortalecida desse processo, principalmente porque não permitiu, com a vitória de Ricardo Barbosa, que o Executivo influenciasse na escolha, como aconteceu durante muitos anos. Acredita-se que Barbosa saberá conduzir os destinos da Casa de Leis de forma republicana e independente, fortalecendo a instituição, o que não se viu nas últimas quatro gestões.

A CONSCIÊNCIA

Alguns políticos não economizaram nas análises sobre a eleição presidencial na Câmara, ao dizerem, com sapiência, que o resultado sirva ao menos para que alguns parlamentares entendam o seguinte: o poder que se quer conseguir a qualquer preço já tem, ou seja, a delegação que os eleitores outorgaram. Fora disso, é ganância e mediocridade. Pensem nisso e sejam breves amanhã.  O presidente tem de ser o mais preparado. E ponto final!

 

A OPOSIÇÃO

É importante que tanto o alcaide quanto os vereadores tenham em mente que a avaliação correta a ser considerada para 2020 é que há sim oposição na cidade e que ela pode ficar mais robusta nos próximos dois anos. Fidelidade tem limites. Assim como o atual governo era oposição em 2016, ela existirá nas próximas eleições. E não está descartada a possibilidade de um ou dois vereadores tentarem, via urna, o Palácio Tibiriçá.

 

A CARONA

Na maior cara de pau, a administração municipal pega carona no Projeto Minha Casa, Minha Vida como se ela tivesse alguma participação importante. O governo Aiacyda, assim como o de Pampuri, nos primórdios do projeto, apenas cadastraram os interessados. O proprietário da área e a Caixa Econômica Federal é que podem reclamar o direito autoral. Mais ninguém. Político gosta de fazer benesses com o chapéu alheio. É o caso.

OS CARGOS

O segundo ano da atual administração chega ao fim sem que o Judiciário, através do Ministério Público, fiscalizasse a questão dos cargos comissionados, que na Prefeitura passam de cem. Todos continuam lá, com bons salários, sem diploma universitário, como exige o Tribunal de Contas e, consequentemente, sem qualificação para a função. Os gastos com os comissionados poderiam ser usados para melhorar a Saúde.

 

A REVISTA

A Prefeitura abriu pregão presencial para contratação de empresa que confeccione revistas para atendimento das necessidades da Secretaria Municipal de Governo. A escolha será logo no dia 3 de janeiro. O prefeito não esclarece que tipo de revista será impressa, mas conhecendo o alcaide de longa data, deve ser uma daquelas que serão espalhadas por toda a cidade, com um compêndio do que fez à frente do governo nos dois primeiros anos. Os leitores desavisados podem achar que Mairiporã é a oitava maravilha do mundo. E é bom lembrar que o dinheiro público é que vai bancar essa publicação.

OS IMPRESSOS

No dia seguinte, 4 de janeiro, será a vez de escolher uma empresa para confeccionar impressos gráficos para atender as ‘necessidades’ de diversos projetos nas áreas cultural, esportiva, educacional e administrativa. Também pago com dinheiro dos impostos.

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