Como será?

Depois da avalanche que despencou sobre o prefeito senhor Antônio Aiacyda, a cidade se pergunta como será daqui para frente, com um governador que foi considerado adversário político, mesmo ambos militando no mesmo PSDB.
Difícil saber. Pela reação de João Dória, os prefeitos que fizeram uso do cargo para dar apoio explícito a Márcio França, estão na roça. Dória os trata como traidores.
Feito esse necessário preâmbulo, a situação da Prefeitura pode enfrentar turbulências difíceis de reversão, pois o perfil do governador Dória não é do político tradicional, ou seja, não vai levar em conta aquilo que os ‘traidores’, na visão dele, fizeram. Em grosso português: as cidades desses prefeitos não vão ser, a princípio, lembradas lá pelos lados do Palácio dos Bandeirantes.
Analisando o comportamento do prefeito, ele foi de uma infantilidade condenável para quem administra a cidade e depende de outras esferas governamentais. Jamais, ainda que nutrisse simpatia por Márcio França, declarar apoio da forma ostensiva como fez. Contou com o ovo antes de a galinha botar. Imprudência é o mínimo que se pode dizer e, agora, lamentar.
Não sei que caminhos o senhor prefeito vai tomar, mas certamente sua continuidade no PSDB está prejudicada. Difícil imaginá-lo à bordo do ninho tucano sem a presença do ex-governador Geraldo Alckmin.
Inúmeras vezes li neste jornal, que o senhor Aiacyda nunca foi gestor de nada. Essencialmente é político. Mas o modo de agir nas eleições do domingo, dia 28, revela que também não tem mais a experiência política. Se assim fosse, não teria exposto, da forma que fez, não seu governo, que é passageiro, mas a cidade.

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