Eleição muda xadrez político para 2020

O FRACASSO nas urnas dos principais nomes da política mairiporanense que apoiaram candidatos a presidente, governador e deputado estadual ou federal no último domingo enfraquece eventuais postulantes à disputa pelo Palácio Tibiriçá em 2020.
O prefeito Aiacyda pediu votos para Geraldo Alckmin e a resposta da população foi inédita: o ex-governador, tucano como ele, perdeu pela primeira vez na história da cidade para um candidato petista.
Nos bastidores da política mairiporanense, lideranças de diversos partidos atribuem o fracasso nas urnas a dois fatores. Um deles, nacional, é a onda conservadora encabeçada pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), que impulsionou candidatos alinhados com suas ideias. O outro, local, seria o desgaste de prefeito e vereadores junto à população. O recado das urnas foi claro.
Os principais candidatos a deputado apoiados pelo governo municipal (prefeito e vereadores) foram mal votados e ficaram distantes do desempenho de 2014. De todos os nomes colocados ao eleitor, apenas um conseguiu vaga na Assembleia Legislativa. Os demais ficaram pelo caminho. Inclusive aqueles que em 2014 levaram 5 mil votos para estadual e 3 mil votos para federal. Desta vez, ambos, Capez e Haddad, não foram eleitos.
Os vereadores também apostaram em nomes diversos, forasteiros, e também quebraram a cara. Pode demorar, mas o eleitor parece que abriu pelo menos um dos olhos e enxergou o oportunismo dos políticos de Mairiporã. Até ex-vereadores ex-prefeitos, além de secretários municipais e também ex-secretários viram suas influências virarem pó.
O xadrez político parece ter definido algumas peças do jogo para 2020. O prefeito sai enfraquecido, mesmo que tenha dificuldades em admitir, e a maioria dos vereadores, mal avaliada pela população, pode ter certeza disso.

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