A uma semana do primeiro turno, cidade quase não vê campanha eleitoral

A SETE dias do 1º turno das eleições o cenário que se vê na cidade não é de campanha política em toda a região central. Um ou outro cidadão empunhando a bandeira de um candidato e santinhos atirados ao chão, ainda assim de não mais que três candidatos.
Esse cenário, quatro anos atrás, seria impensável neste período. Se naquela oportunidade andar pelas ruas do centro era uma aventura, tendo de se esquivar de cavaletes e cabos eleitorais, agora não se vê nem mesmo a disputa pelo voto.
De acordo com o calendário, a eleições teve início oficialmente há 39 dias, mas nas ruas não há clima para campanha e muito menos pessoas interessados pelo assunto. Segundo analistas, não é só por falta de recursos dos candidatos, nem economia de material para uma última arrancada faltando três dias para o pleito. A população cansou dos políticos e ano a ano demonstra perda de interesse pelo voto.
Outro fator apontado tem relação com a ausência de verba em campanha – limitada pela impossibilidade de emprego de dinheiro de empresas – o que dificultou a contratação de gente para trabalhar e colocar material na rua.
Quem anda nas ruas de Bragança nota a pequena quantidade de cabos eleitorais que agitam raras bandeiras em esquinas dos centros comerciais, uma forma de propaganda sem resultados práticos, porque no agito delas não se consegue definir nome e número do candidato.
Pelo menos nas eleições deste ano, as pessoas puderam se locomover pelas vias sem ter que driblar nada. Para muitos, a campanha nem começou.

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