Vídeochamada

Entre as maravilhas que a tecnologia nos proporciona está a vídeochamada em grupo. Não que seja alguma grande novidade, já que existem desde que me conheço por gente. Mas, na última semana, eu e alguns amigos acabamos fazendo essas videochamadas em grupos de três ou quatro pessoas e cheguei a conclusão que, em se tratando das possibilidades disponibilizadas pela internet, não há coisa mais divertida.
Maria me ligou e, quando atendi, perguntou como se faziam chamadas em grupo. Eu expliquei e logo começamos a chamar outras pessoas para participar da conversa. Não vou mentir e dizer que fomos atendidos logo de cara, ligações-surpresa, dessas sem avisar ou marcar horário, que nem sempre são bem-sucedidas. Tentamos com um, depois com outra. Uma amiga nos atendeu e desligou cinco segundos depois. Fomos atendidos pela Vitória, uma amiga nossa que mudou de País há mais ou menos dois meses. Conversamos muito e rimos mais ainda, sem falar de nenhum assunto específico, mas sim jogar conversa fora como fazíamos à época em que todos estudávamos juntos, há nem tanto tempo assim. Ela nos mostrou sua casa nova, falou como está lidando com a nova faculdade e contou um pouquinho mais sobre o País: parece que no Paraguai as ruas são como rodovias.
Conversamos por cerca de quarenta minutos antes de desligar prometendo repetir o contato mais vezes. Obviamente, uma vídeochamada não se compara a um encontro “real”; contudo, a experiência não deixa de fazer o papel de estreitar laços até com quem está em lugares distantes ou vivendo momentos diferentes. Em um mundo onde as pessoas simplesmente não dispõem mais de tempo para coisas banais, como bate-papos desmotivados, pelo simples prazer de estar com a outra pessoa, a internet pode nos ajudar a lembrar que, por enquanto, ainda somos humanos.

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