Coluna do Correio

FRASE
“O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle.” (Paulo Francis, jornalista e escritor brasileiro)

A VOLTA
A Câmara de Mairiporã realizou na noite de terça-feira, 7, a primeira sessão após o recesso de julho. Por sinal, férias ‘merecidíssimas’ aos vereadores que trabalharam ‘muito’ no primeiro semestre e ao final de junho se mostravam extenuados. Nada de importante foi votado, como era de se esperar, e afora o Orçamento 2019, não se tem notícia de nenhuma ação de vulto em favor da população até o final do ano.

O DE SEMPRE
Boa parte dos vereadores usou a tribuna para malhar a Sabesp. Faz mais de 30 anos que a concessionária dos serviços de água e esgoto é achincalhada da tribuna da Câmara, e não está nem aí para o que dizem os vereadores, que também se limitam a discursos inócuos e que fazem a empresa morrer de rir. Como disse certa ocasião o ex-vereador David Alves, cobrar a Sabesp através da Câmara é o mesmo que enxugar gelo. Como a Prefeitura tucana também não se mexe, tudo se resume a discursos. E o povo que se lasque com falta de água e de rede de esgoto.
O RECADO
A surpresa da noite ficou por conta do vereador Ricardo Vieira, que de forma até educada, malhou o prefeito e os vereadores. Nas entrelinhas de sua fala disse claramente que falta gestão eficiente no município, principalmente em relação à saúde e saneamento básico, e que os vereadores pouco podem fazer. E esse pouco, pelo que se pôde deduzir, é mal feito. O homem voltou com a macaca neste segundo semestre. No primeiro, também falou poucas e boas do governo e votou contra o aumento da taxa de lixo, que foi aprovada. Quem não entender o recado pode pagar caro nas urnas.
A HONRARIA
A atual composição legislativa, pelo menos até onde se sabe, parece fugir das ofertas de comendas ou premiações do tipo ‘melhores vereadores do Brasil’. Nenhum dos 13 veio a público difundir ter sido agraciado com honrarias como medalhas e diplomas. Esse ‘reconhecimento público’ trata-se de venda de títulos honoríficos. No último domingo o Fantástico, na Globo, denunciou essa prática. Até o momento os vereadores locais preferem conceder a receber honrarias.
A SUBSTITUTA
Informações vindas dos porões do Palácio Tibiriçá dão conta de que o deputado Celino Cardoso, depois de ameaças em pleitos anteriores, decidiu de vez que não vai se candidatar. Falam que ele deverá ser secretário de Estado num eventual governo de João Dória. As mesmas fontes revelam que ele lançou a chefe de seu gabinete na Assembleia Legislativa, Sandra Santana, para quem sabe vir ocupar sua cadeira. Mais ainda, dois vereadores (PSD e PV) teriam fechado apoio a ‘pedido’ de Celino. O mais interessante é que ambos são conhecidos pelo uso de nacionalidades distintas: um da China e outro da América.
O QUIETO
Até onde se sabe, o prefeito Antônio Aiacyda está quietinho em relação ao apoio que pretende dar (ou não!) a algum candidato ao governo do Estado. Não se pronuncia sobre Doria, Márcio França ou Skaff. Está na moita, como se diz na gíria. Certamente vai fazer como boa parte da classe política, ou seja, quem ganhar vai receber dele todos os cumprimentos e salamaleques típicos daqueles que passaram as eleições sem piar. Viva o vencedor!
OS PARAQUEDISTAS
O eleitor mairiporanense, sempre muito educado, pode fazer estoque de pó de café porque os paraquedistas que por aqui aportam de quatro em quatro anos estão chegando. Oficializados como candidatos, vêm atrás do voto e com a mesma cara de pau de outras eleições. Seria interessante que desta vez, ao invés do café, o eleitor desse um pé na bunda desses picaretas. E também nos cabos eleitorais.
O CANSAÇO
O mairiporanense se pergunta os motivos de tanto descaso da administração municipal com ações pontuais por toda a cidade. Calçadas destruídas, ruas esburacadas, faixas de pedestres apagadas, falta de lixeiras, questões simples, mas que não interessam ao governo do prefeito Aiacyda. Essa falta de interesse já cansou a população. Isso tudo na região central. Nem é possível imaginar como estão os bairros mais distantes.
A DETERIORAÇÃO
Enquanto o prefeito faz propaganda de seus feitos, como a construção de unidade esportiva em Terra Preta (que sem dúvida é merecedora da benfeitoria), o prédio do Hospital Anjo Gabriel, que custou R$ 9 milhões ao bolso do contribuinte, segue em estado de deterioração. O prefeito já foi cobrado milhares de vezes, mas foge do assunto como o diabo da cruz. O Governo do Estado, que deu o dinheiro para a construção, também se cala. E o Ministério Público, que deveria cobrar uma ação contundente para o problema criado pelo prefeito, até agora não se manifestou. Isso tudo desemboca no seguinte: a cidade continuará com uma unidade hospitalar pequena, mesmo tendo um hospital que poucos municípios possuem.
O AGASALHO
Se o prefeito age de maneira inaceitável em várias questões que dizem respeito à população, a Secretaria de Desenvolvimento Social, comandada por sua esposa, também segue o mesmo caminho. Então cabem algumas perguntas: Qual o resultado da campanha do agasalho promovida pelo Fundo Social? Quantas peças foram arrecadadas? Quantas foram destinadas à população carente? Como ocorreu essa a distribuição? Com a palavra, a senhora secretária!
A PERGUNTA
Que fim levou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais?

Comentários