40% fazem autodiagnóstico médico pela internet

ENTIDADE de pesquisa e pós-graduação na área farmacêutica, o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) realizou levantamento que aponta que as pessoas das classes A e B, com curso superior e jovens, integram o perfil dos pacientes que se autodiagnosticam pelo internet. Apontou que 40% dos brasileiros fazem uso dessa prática.
Entre os que fazem autodiagnóstico 55% são das classes A e B e 26%, das classes D e E. Pessoas de baixa renda ainda buscam mais o médico em prontos-socorros. Quanto mais idosas, mais recorrem ao médico, pois têm dificuldade com a internet de modo geral. O levantamento foi feito em maio em 120 municípios, incluindo todas as capitais, e ouviu 2.090 pessoas com mais de 16 anos. Para os pesquisadores, o imediatismo está entre as motivações, principalmente na geração de 16 a 34 anos.
Riscos – A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade enfatiza que o número de pacientes que chegam aos consultórios com autodiagnostico e automedicação é crescente. E salienta que se paciente se automedica e não espera a progressão, pode mascarar uma doença. Dá como exemplo a dor abdominal, que pode ser azia e má digestão, mas, se há uso constante de antiácido, pode retardar um diagnóstico de câncer de estômago.
O Google e o Hospital Israelita Albert Einstein fecharam, em 2016, parceria para oferecer informações confiáveis a usuários que fazem buscas na área da saúde por meio de quadros com dados sobre as doenças, revisados pelo hospital. No ano passado, foram incluídos dados sobre os sintomas.

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