Volume do Sistema Cantareira recua 56%

DESDE o início do mês de julho, segundo levantamento feito com base em dados da ANA (Agência Nacional de Águas) e da Sabesp (que opera o Sistema Cantareira), formado por seis represas, registra o segundo menor volume de água do ano.
Na equivalência, que é a média das seis represas (Paiva Castro, Águas Claras, Cachoeira, Atibainha, Jaguari e Jacareí), o armazenamento ontem era de 42,4% do total do volume útil, que representa uma redução de 56,8% na comparação com igual período do ano passado, quando os reservatórios tinham 66,5% do volume útil. Em relação ao mês anterior, a queda é de 8,2%. No dia 4 de junho as represas estavam com 45,9%.
Estiagem – Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a precipitação pluviométrica neste ano é a mais baixa desde 2014, ano em que teve início a crise hídrica em todo o Estado de São Paulo, e isso se reflete nos reservatórios.
Nos primeiros seis meses de 2018 as cidades da região acumulam apenas 106,6 milímetros de chuva, impressionantes 717,1% abaixo da média histórica para o período, de 871,1 milímetros.
O volume útil armazenado até ontem era de 416,7 milhões de m³, sem considerar a reserva técnica (volume morto). No mesmo período do ano passado, era de 652,7 milhões de m³. Essa diferença representa redução de 56,6% do total armazenado.
Os meteorologistas preveem um cenário ainda pior, pois a estação mais fria do ano vai ser seca e quente na região onde se encontram as represas.
A Sabesp ainda não tem falado sobre a redução de água no Cantareira, que abastece mais de 7 milhões de pessoas, nem tem feito campanhas para que a população economize no uso.

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