Sem automóveis e assessores, Câmara gasta menos com folha salarial

POR determinação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), a Câmara de Mairiporã se viu obrigada a reduzir drasticamente o número de funcionários em cargos de comissão (de dois ou três para apenas um) a partir do segundo semestre de 2016, o que contribuiu para uma economia na folha de pagamento de R$ 811.488,31, ou seja, gasto 16,6% menor na comparação com o ano de 2017.
Se há dois anos a folha salarial consumia R$ 5.694.416,29 com o pagamento de vereadores e comissionados (inclusos os de provimento efetivo), em 2017 esse gasto foi de R$ 4.882.927,98. Em relação aos respectivos orçamentos, a folha representou aproximadamente 64% em 2016 e 48,5% no ano seguinte.
Outros – Se levada em conta outras despesas, como um automóvel por gabinete (que na maioria das vezes funcionava como ambulância, levando pessoas a consultas, exames e hospitais) além da manutenção e o consumo de combustível, gastos com telefone corporativo e cópias de xérox, a economia foi ainda maior a partir de janeiro do ano passado.
Para que o leitor possa avaliar o quão importante foi o Tribunal de Contas reduzir o excessivo número de comissionados e de carros rodando à vontade, comparamos os gastos de cinco vereadores reeleitos (veja quadro). Os gastos do vereador Alexandre Boava, estranhamente, não aparecem no site oficial da Câmara.
Essas mudanças fizeram com que o dinheiro do contribuinte deixasse de financiar apadrinhados e cabos eleitorais. Se em dezembro de 2016 o Legislativo devolveu à Prefeitura pouco mais de R$ 200 mil, em dezembro do ano passado esse valor foi de mais de R$ 2 milhões.

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