Crescimento populacional diminui a oferta de serviços públicos de qualidade

MESMO com viés de queda nos últimos anos, Mairiporã segue com o maior índice de crescimento populacional dentre as cidades da região. E isso se confirmou com a divulgação dos novos números populacionais pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na semana passada.
Segundo a estimativa, o aumento na cidade foi de 1,72% em doze meses, elevando o total da população para 95.601 habitantes. Na soma das cinco cidades, o aumento foi de 1,27%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
No ranking populacional Mairiporã ocupa a 354ª colocação dentre 5.570 municípios em nível nacional, na 88ª posição no Estado (total de 645 municípios) e no quarto lugar na região, que tem cinco cidades.
Os dados disponibilizados pelo IBGE ainda não trazem o detalhamento populacional, como as faixas etárias e os gêneros (homem/mulher), o que deverá ocorrer nas próximas semanas.
Censo – Em relação ao censo realizado em 2010, a população de Mairiporã registrou crescimento de 18,14%, também o maior dentre as cinco cidades. Há sete anos Mairiporã contabilizava 80.920 habitantes, a maioria de mulheres.
Embora ocupe posições de destaque nos ranking nacional e estadual, crescimento acima da média, Mairiporã é uma das cidades com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o que não estimula investimentos externos e não atrai o interesse de empresas para se instalar em seu território. Isso impede a geração de novas oportunidades de trabalho e crescimento econômico.
Maior número de pessoas significa maiores problemas na infraestrutura de oferta de serviços públicos. A cidade tem diminuta rede de coleta de esgoto, bairros sem rede de água e coleta de lixo, serviços de saúde insuficientes e pouca oferta de emprego, o que leva boa parcela da população a buscar trabalho em outras cidades, principalmente na Capital paulista.

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