A Capela do Rosário vai ser novamente demolida?

Igreja do Rosário em meados dos anos 1970, que foi demolida

A CIDADE foi surpreendida no início desta semana com um tapume colocado no entorno da Capela do Rosário, no centro da cidade. Nenhuma explicação foi dada, nem pela Prefeitura, que responde pela área, nem pela Igreja Católica, que responde pelo templo.
A inexistência de informações suscitou debates entre os segmentos da população, sobre o que será feito no local e se haverá custos. Se sim, do bolso de quem sairá o dinheiro para as mudanças que se pretende.
As especulações vão desde um simples cerco com gradil, para proteger a capela, até a sua derrubada e a construção de uma nova. Tudo é nebuloso, justamente pela falta de informações. A reportagem não as conseguiu nem na Prefeitura, nem na Paróquia.
Dinheiro – Nas redes sociais, que aceitam tudo, há informações (não oficiais) de que a Prefeitura teria veiculado que não é a responsável pelas despesas das mudanças que possam ser feitas na capela o que leva a crer que à Paróquia caberá o ônus financeiro, se confirmada a obra.
Se de fato for demolida e outra construída no local, ela vai gerar custos. Se a Prefeitura for a responsável pelos gastos, o prefeito deve ser responsabilizado, pois o dinheiro público não deve ser gasto com essa finalidade e, no caso em tela, duas vezes, pois o mesmo prefeito derrubou uma réplica em 2008 e construiu outra, justamente a que agora pode ir ao chão. Se isso se confirmar, vai abrir precedentes para que os praticantes de outras religiões possam exigir a mesma isonomia.
Se os custos de uma nova construção forem da Paróquia, também há que haver transparência na divulgação dos dados: o que será feito, quanto vai custar, qual a origem dos recursos e quem vai ser a empresa responsável pela obra.
Motivação – O mais intrigante nisso tudo é saber qual a motivação para se demolir a capela, se for esse o propósito. A capelinha não tem expediente diário, é pequena, não tem pároco e dista poucos metros da igreja matriz. Não se vislumbra, até que alguém se digne a falar, nenhuma explicação plausível. A reportagem vai tentar ouvir a Diocese, em Bragança, acerca do que envolve a Capela do Rosário e buscar dados que possam explicar aquilo que, de fato, se pretende fazer.

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