Coluna do Correio 28/7/2017

FRASE
“Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa.” (Martin Luther King, pastor e ativista político dos EUA)

PATINHO FEIO
A divulgação feita esta semana pelas redes sociais, sobre a liberação de recursos para as três cidades vizinhas (Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato), através da atuação do PSDB regional e do deputado Miguel Haddad (PSDB), e que deixou Mairiporã de fora, demonstra que a cidade é mesmo o ‘patinho feio’ da região. Um absurdo engolir aquilo que foi publicado no informativo. O prefeito Aiacyda tem o dever de vir a público e dizer como ele conseguiu arrumar 4 mil votos para Haddad, que foi prefeito de Jundiaí, e fez com que a cidade, literalmente, tomasse ‘um pé na bunda’ na hora de receber verbas. Mais incrível ainda é saber que as três cidades não tem qualquer relação com o PSDB, pois os prefeitos foram eleitos por outros partidos. A capacidade de Aiacyda em fazer política imediatista e de interesse pessoal é inesgotável.

VÍDEO
Um vídeo em que o prefeito Aiacyda aparece falando sobre ‘perseguições’ de que estaria sendo vítima, beirou a incredulidade. Foi patético! Disse que vários setores do governo (referindo-se a prédios públicos) foram alvos de pessoas inescrupulosas, que estariam promovendo ataques orquestrados com o intuito de macular a imagem da administração. Roubos e incêndios foram citados pelo prefeito. Ao confessar publicamente que os prédios públicos, dentre eles a Secretaria Municipal da Saúde, são alvos preferenciais de seus detratores, é sinal claro de que não há, por parte do chefe do Executivo, qualquer iniciativa em preservá-los, como é sua obrigação, através de equipes de segurança. Alguém de bom senso deveria aconselhar o prefeito a evitar esse tipo de constrangimento nas redes sociais, ao tentar se passar por vítima. A população é que é vítima desse estado de coisas.
INEXPLICÁVEL
Em centenas de municípios brasileiros, em atenção às recomendações feitas pelo Ministério Público, funcionários em cargo de comissão (livre nomeação) nas prefeituras e câmaras estão sendo demitidos, por não preencher a exigência do curso de nível superior. Na mesma linha, parentes de prefeitos e vereadores também são exonerados. Em Mairiporã, no entanto, isso não acontece. Os motivos, ninguém sabe. Existem ações e representações que, passados quase sete meses, ainda não têm decisão da autoridade judicial. Isso significa que o governo do prefeito Aiacyda segue com muitos comissionados que passaram longe dos bancos universitários e outros, que gozam de plena intimidade com ele (filho e esposa) em cargos de primeiro escalão, em flagrante nepotismo.
RETORNO
Depois de 31 dias de ‘férias’, que a classe política chama de ‘recesso’, os vereadores voltam às sessões na próxima terça-feira. Isso significa dizer que a população vai ter mais do mesmo. Neste segundo semestre será votada a LOA (Lei Orçamentária Anual) e seria desafiador se algum edil se dispusesse a explicar e tecer comentários acerca do projeto e dizer se há inconsistências, se o remanejamento de recursos pode ser feito sem autorização da Câmara ou, se puder, qual o percentual razoável em relação ao valor global do orçamento. E também, em clara defesa da população, se vai haver mais dinheiro para investimentos e se haverá redução nos custos da máquina administrativa.
ELEIÇÕES (I)
Os comentários de bastidores apontam que dos três nomes que apareceram em reportagem deste semanário, na semana passada, e que estariam dispostos a enfrentar as eleições no ano que vem, apenas dois deverão fazê-lo. O filho do prefeito, que é secretário de Obras, não se mostra disposto a enfrentar as urnas. Prefere disputar apenas a sucessão de seu pai. Com avaliação ruim em todos os segmentos da sociedade, em especial a do funcionalismo público, assessores próximos acham arriscado qualquer tentativa de uma volta às urnas em tão pouco espaço de tempo.
ELEIÇÕES (II)
Se o filho de prefeito pode desistir, como tudo indica, ficam na disputa outros dois nomes fortes para as eleições a prefeito em 2020: Aladim (PR) e Nil Dantas (PV). Pessoas próximas ao gabinete do Executivo dizem que o temor em relação à disputa de prefeito tem nome: Aladim.
APOIOS
O ex-vereador Aladim, candidato a prefeito em 2020 e a deputado no ano que vem, tem recebido apoios importantes de inúmeros segmentos da sociedade mairiporanense. “Nosso objetivo é conscientizar a população sobre a importância de se ter um representante nas esferas estadual ou federal, que de fato defenda os seus interesses”, assinalou Aladim.
BOM SENSO (I)
Alguns dos vereadores eleitos pela primeira vez tem se destacado pela soberba e o nariz empinado. Acreditam que estão no topo do mundo e por isso projetam um futuro ‘brilhantíssimo’ na carreira que acabaram de escolher. Seria prudente que se espelhassem em alguns de seus antecessores, igualmente novos quando assumiram, e que sonharam além do que recomendava o bom senso. O tombo é considerável.
VEXAME
Se o prefeito tomar uma dose, mesmo que pequena, de bom senso e demitir os ‘companheiros’ dependurados em cargos de comissão, poderá ter dinheiro para oferecer melhores salários aos efetivos, em especial aos que disputam cargos através de concurso público. O governo Aiacyda é exposto semanalmente a vexames desnecessários, quando publica a convocação de aprovados que não aceitam trabalhar na Prefeitura e deixam a vaga para além da 20ª colocação que, via de regra, declina da honraria.
REFORMA
Se aprovada como está, a reforma política vai acabar não só com as coligações, mas também com os ‘partidinhos’ de aluguel. Uma medida salutar, pois não há nenhum comprometimento com a sociedade. Ao contrário, todos querem dinheiro do fundo partidário que financiam os caciques de cada agremiação. Em Mairiporã, se a reforma for sancionada, não vão sobrar mais que cinco ou seis partidos, dos quase trinta existentes.
COMBUSTÍVEL
Demorou mas o governo federal apelou para o aumento de imposto e o setor premiado foi o de combustíveis. A tentativa, segundo o próprio Palácio do Planalto, é o cumprimento das metas estabelecidas. Com os novos preços de gasolina, óleo diesel e etanol o jeito, para a maioria dos brasileiros, é andar na banguela.
ROMARIA
Centenas de brasileiros fretam aviões com destino ao Uruguai. É que no País vizinho a maconha chegou às farmácias para uso ‘recreativo’. Liberou geral! Mas antes de gastar rios de dinheiro com aviões, os brasileiros precisam saber que apenas os uruguaios podem comprar a erva, mediante cadastro que é feito pelo vendedor. Como o brasileiro é o ‘rei do jeitinho’, com certeza vai bagunçar o sistema adotado por aquele País. 

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