Em 7% dos acidentes com veículos pesados na Fernão Dias, o motorista dormiu ao volante

A AUTOPISTA Fernão Dias realizou em Atibaia, na terça e anteontem, a campanha Saúde na Boleia, ação voltada para qualidade de vida dos caminhoneiros. Das 11h às 20h foram oferecidos serviços gratuitos no km. 28 (Posto Dom Pedro) da BR-381, sentido Belo Horizonte. O objetivo da ação foi o de instigar comportamentos e hábitos seguros para a redução de vítimas fatais.
Levantamento feito pela Arteris, concessionária da estrada, revelou que 10% dos motoristas dirigem com sono, o que aumenta o risco de acidentes no trânsito. Outros 8% admitem o uso de anfetaminas. A pesquisa foi realizada pelo programa Saúde na Boleia, promovido pela empresa e que entrevistou quase 5 mil caminhoneiros entre agosto de 2015 e agosto de 2016. Nas ações, também foram realizados exames clínicos e de sonolência que resultaram no perfil de saúde dos profissionais que transitam em rodovias das regiões Sul e Sudeste.
Na Fernão Dias, no ano passado, foram registrados 1.952 acidentes envolvendo veículos pesados. Desse total, em 137 ocorrências os motoristas dormiram ao volante. No primeiro semestre deste ano, as ocorrências com carretas e caminhões envolvendo motoristas que dormiram ao volante já somam 67.
Durante os as atividades foram oferecidos exames básicos de saúde como aferição de pressão arterial, medição das taxas de colesterol, glicemia e triglicérides, avaliação de IMC (Índice de Massa Corpórea) e orientações clínicas e cardiológicas, vacinas, massagem e serviços de higiene bucal.
Sono na estrada – Os testes de sonolência realizados identificam o grau de cansaço dos motoristas, medido de acordo com a Escala de Sonolência de Epworth. Um resultado de até 9 pontos indica uma condição considerada normal. Acima dessa pontuação é recomendado procurar um médico. No levantamento feito no ‘Saúde da Boleia’ verificou-se que 1 em cada 10 motoristas estão na faixa mais alta da Escala de Epworth, com risco 70% maior de sofrer acidentes.
Cerca de 39% dos entrevistados ficam fora de casa por mais de 20 dias por mês, e 1% enfrenta jornada de mais de 18 horas diárias. Já 40% dormem no próprio caminhão. E, para enfrentar a rotina desgastante e prazos apertados, muitos deles recorrem às drogas: 8% dos caminhoneiros admitiram que usam anfetaminas e 19% afirmam que já se envolveram em acidentes nas estradas.
Problemas de saúde – O excesso de peso também é outro problema identificado em quase metade dos motoristas abordados: 24% estavam obesos e outros 25% com sobrepeso. Doenças associadas à má alimentação também são comuns entre os motoristas: 14% sofrem de hipertensão, 33% apresentam colesterol alto, 61% estão com taxa alta de glicemia e 40% com triglicérides alta.

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