Calote no comércio da cidade chega quase a R$ 7 milhões

DADOS obtidos pela reportagem junto ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) revelam que 9.516 mairiporanenses aparecem com restrição (tiveram os nomes incluídos na instituição) no período de um ano (junho 2016 a junho deste ano). Na comparação com o mesmo período entre 2015 e 2016 houve pequena queda (4,87%), pois naquela oportunidade eram 9.980 devedores inadimplentes. O total da dívida recuou 6,03%, passando de R$ 7,38 milhões para R$ 6,96 nos últimos doze meses.
O número de dívidas pode divergir de outros levantamentos, pois uma mesma pessoa pode ter mais de uma dívida inscrita no SCPC. Os dados referem-se a dívidas junto ao comércio.
Consideradas as faixas etárias, a maior concentração de inadimplentes tem entre 31 e 40 anos, que representa 30,01% do total. Os números mostram também que a maioria é composta por mulheres. Elas respondem por 48,21% das dívidas contraídas e não pagas. Os homens devedores somam 31,16% e outros 19,65% não informados.
De acordo com lojistas ouvidos pela reportagem, é improvável que em médio prazo haja recuo mais intenso nos indicadores de inadimplência, pois as condições econômicas, ainda que registrasse pequena queda na cidade, seguem adversas.
Ainda de acordo com os comerciantes locais, a cautela tem sido boa conselheira, o que força a queda no consumo e consequentemente a inadimplência.
Quanto ao recebimento das dívidas, os lojistas são unânimes em dizer que para o comércio é melhor que se busque a renegociação com o cliente, pois muitas vezes é melhor abrir mão e receber alguma coisa, do que não ter perspectiva.

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