Cidadãos de bem ‘presos’

O mês de julho chegou para alegria da criançada, que não precisa acordar cedinho. As férias estão aí! Para muita gente, no entanto, é um período de preocupação, pois aqueles viajam ficam à mercê da ação de meliantes. Roubos e furtos a residências em Mairiporã não é novidade. E já nem chama tanta atenção quando são divulgadas as estatísticas da criminalidade, cada vez mais crescentes nesse tipo de ocorrência. É contrassenso, mas nem é novidade ouvir dizer de furtos a residências, com bandidos cada vez mais ousados.
Em cidades médias como a nossa, em que o efetivo policial beira a incredulidade, tamanha a falta de homens, viaturas e condições de trabalho, o cidadão fica desprotegido e, quando viaja, leva a casa em sua cabeça com medo do que vai encontrar na volta. E do jeito que a coisa vai, nem mesmo os que optaram por morar em apartamento, que têm a impressão de maior segurança, estão imunes. Sem dó, nem piedade, os marginais fazem a ‘limpa’ e destroem aquilo que não podem levar.
Chega-se a conclusão de que em Mairiporã não há condições para combater esse tipo de crime, que leva medo às pessoas. Os policiais são poucos, as viaturas em sua maioria sem condições e o excessivo número de casos leva a insegurança para dentro das próprias casas.
São poucas, pouquíssimas as famílias que reúnem condições financeiras para investir em segurança. Com o País nessa bagunça, com desemprego galopante, como ter dinheiro para colocar câmeras, alarmes e outras geringonças que o mercado oferece?
Com a população amedrontada, o que fica é a sensação de homens e mulheres de bem ‘presos’ em suas residências, enquanto a bandidagem corre solta por toda a cidade.
Nossas autoridades precisam trocar de tática na busca por soluções. Parar com ofícios ao governador, reuniões com a sociedade, indicações de vereadores. Tudo conversa mole. Precisam botar a ‘boca no trombone’ e ir às televisões e a outros meios de comunicação denunciar o descaso do Governo do Estado com a cidade.

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