Restringir caminhões no centro é fundamental para o trânsito

MAIRIPORÃ não tem plano ‘B’ para o seu trânsito caótico. Se pretende discipliná-lo, dar fluidez e mais segurança a quem mora na cidade, a saída é restringir caminhões em todo o centro, mas para tanto precisa encontrar rotas que possam absorver o volume de veículos pesados que diariamente utilizam as poucas e estreitas ruas da região central.
Todos tem conhecimento que mais da metade desse tráfego de caminhões e carretas tem origem na fuga da marginal Tietê, na Capital, onde o motorista perde no mínimo duas horas até conseguir chegar à rodovia Fernão Dias. O caminho é feito pelo rodoanel, passa por Caieiras até chegar a Mairiporã.
Rotas – Alguns projetos foram desenvolvidos nas últimas décadas, porém o mais crível foi de autoria do então prefeito Sarkis Tellian, que sugeriu a ampliação da estrada do Barreiro, para a ligação entre a rodovia Luiz Chamma e a Fernão Dias, rota que seria utilizada apenas para tráfego pesado.
O projeto foi levado ao Governo do Estado e dele nunca mais se ouviu falar. Desde então, tentativas frustradas de se elaborar um projeto de Mobilidade Urbana se perderam em meio a gavetas da administração municipal.
O problema do trânsito em Mairiporã é sério demais para que a Prefeitura não se mexa, não busque alternativas para novas rotas e proíba que o centro da cidade conviva diariamente com pesados caminhões e carretas.
O anúncio de projetos e discussões com a sociedade se repetiram nos últimos dez, quinze anos. A hora é de medidas concretas.

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