Queda na arrecadação aumenta o desafio para o governo municipal

CONSTRUÇÃO de creches, colocar o novo hospital em funcionamento, contratação de médicos para as UBS, votação do plano de cargos e salários dos servidores. O que não falta ao governo municipal é problema. E nem é o momento de se pensar nas promessas feitas na campanha eleitoral. A realidade é mais dura, chega a ser cruel.
Ao assumir, o novo chefe do Executivo iniciou uma polêmica com o ex-prefeito, ao declarar que havia herdado uma administração endividada, o que foi prontamente negado pelo antecessor.
A primeira tarefa que cabia ao prefeito Aiacyda, de efetuar cortes de gastos, reduzir drasticamente o número de servidores em cargos de comissão e se virar para fazer mais com menos, não foi cumprida. O quadro de funcionários comissionados é grande e consome boa parte dos recursos, que já eram insuficientes para atender às demandas do município. As previsões para os próximos dois anos não são animadoras.
A audiência pública realizada para apresentar os números do primeiro quadrimestre do governo Aiacyda comprovaram que houve queda na arrecadação, depois de descontada a inflação. Um indicador desse quadro foi o corte de mais de 2% no percentual repassado ao funcionalismo por conta do reajuste da inflação.
Alerta – Ao discursar no encerramento de seu mandato, o prefeito Márcio Pampuri enfatizou que já em 2015 alertava para a queda contínua de arrecadação e que os desafios para os próximos anos serão ainda maiores nos próximos dois ou três anos.
Segundo ele, “é preciso experiência em gestão pública e conhecimento para que a Municipalidade não entre em colapso. De imediato, a receita é diagnosticar a situação financeira da Prefeitura, tomar medidas de contenção, de enxugamento da máquina e economizar ao máximo”.
Analistas políticos da cidade dizem que o prefeito tem sérios problemas pela frente e que a transparência e a seriedade no trato com o dinheiro público pode preservar as conquistas que a cidade tem, e permitir que se investa com cautela e criatividade, pois a cidade não pode ficar dependente da estagnação nacional.

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